1. Brucutus.
Similitude:
- Melhor será pegar a pipa, sobre a árvore, meu neto.
Simbiose:
- Subirei com essas pernas, descansadas em cadeira de praia. Fazer outra, com minhas mãos cansadas de trabalhar, pra que?
Osmose:
- Subir no tronco e chegar aos galhos nos fará brincantes.
Ressonância:
- A pipa voltará a voar, livre no céu, presa às mãos dele por linha longa de algodão, que de tão pequena experiência a fez pousar, aqui, nas folhas.
Antes:
- Para que fazer outra pipa, meu neto, com essas minhas mãos cansadas de trabalhar? Melhor estará, ao alcançar a antiga, com ajuda destas minhas pernas, descansadas no repouso, feito em cadeira de praia. Isso se dará e, vencidos os galhos de uma simples árvore, nos tornará, imediatamente, brincantes. A pipa voltará a voar, livre no céu, presa à nossa linha, longa de algodão, que em suas pequenas mãos e de pouca experiência, fizeram-na pousar, em folhas.
Similitude:
Deitado sobre uma cama de hospital, um avô de porte atlético, bronzeado e olhar vivaz.
- A pipa voltará a voar, livre no céu, presa às mãos dele por linha longa de algodão, que de tão pequena experiência a fez pousar, aqui, nas folhas.
Antes:
- Para que fazer outra pipa, meu neto, com essas minhas mãos cansadas de trabalhar? Melhor estará, ao alcançar a antiga, com ajuda destas minhas pernas, descansadas no repouso, feito em cadeira de praia. Isso se dará e, vencidos os galhos de uma simples árvore, nos tornará, imediatamente, brincantes. A pipa voltará a voar, livre no céu, presa à nossa linha, longa de algodão, que em suas pequenas mãos e de pouca experiência, fizeram-na pousar, em folhas.
Similitude:
Deitado sobre uma cama de hospital, um avô de porte atlético, bronzeado e olhar vivaz.
- Deixa eu aspirar suas secreções e trocar a cânula do traqueostoma. Você está com secreção na traqueia.
Simbiose:
Dirige olhar, de baixo para cima, que torna, longe de obtusa, a aproximação encorajada.
- Subi na árvore, de onde, com o spray do ar quente do asfalto, a pipa de meu neto flambou.
Osmose:
Embute perceptível querer caminhar, novamente naquele chão, do jeito que está, pelo simples heroísmo vivido para o seu neto.
- Abra a janela e coloque uma linha, na minha mão, com uma pipa na ponta.
Ressonância:
- Faça isso hoje, por favor, na hora da visita, esta que é, proibida a meu neto, pois apenas amanhã eu morrerei. Servirá pra testemunho de vitória da vida.
Antes:
Deitado sobre uma cama de hospital, um avô de porte atlético, bronzeado e olhar vivaz, herói de seu neto. De baixo para cima, falseando um poder, dirige olhar, que torna longe de obtusa a aproximação, encorajadora, em tentativa de trocar palavras, mas recebe, em troca, um sorriso paternal, postura de pátrio poder, que embute percepção de um querer, condição de caminhar e, novamente naquele chão, do jeito que está, pelo simples viver.
- Amanhã morrerei.
- Deixa eu aspirar suas secreções. Você está com secreção na traqueia.
- Subi na árvore, de onde flambou a pipa de meu neto.
- Espera, só, eu trocar a cânula do traqueostoma.
Similitude:
Perdeu-se, em uma troca de palavras e de cânula, a noção do tempo gasto, em que foi desconectado o aparelho de respiração mecânica. Era do segundo para o terceiro dia, de pós-operatório, quando há indicação, absoluta, de tal troca.
Simbiose:
Para ele falar era necessário o tampar, com os dedos do cirurgião, de orifício da nova cânula, para que o ar subisse às pregas vocais e, modulado, subisse à boca.
Um piiiiiiiiiiiiiiiiii contínuo invadiu a sala do CTI – Centro de Terapia Intensiva. O paciente não voltou a apresentar os sinais vitais.
- Você debita, o infortúnio dessa morte, em meu ato técnico?
Osmose:
- Fique tranquilo, pois estava por um fio, com os rins sem funcionar e o coração sobrecarregado - disse o médico intensivista ao cirurgião.
- Preso em seu próprio corpo, terá três minutos, para dar-se conta do ocorrido, esse paciente. O que estará passando por sua memória?
Ressonância:
- Recém chegado, em colorida estação – Flor de Primavera.
- Há mais em mim, Dionísio, que numa cerca em aparente jardim.
- Com o vapor do mar e oceano, Poseidon, me umedeço.
- Com a luz do Sol, Apolo, me aqueço.
- Só colha-me, Deméter, em safras e me entristeço.
- Há um rio subterrâneo, Jung, abaixo do meu crânio.
- Animais que me habitam, Ártemis, são meus amos, mas, com o planeta Terra, Gaia, aprofundamos.
Antes:
Nessa troca, de palavras e de cânula, a noção de tempo perdeu-se. O aparelho de respiração artificial foi desconectado. Era do segundo para o terceiro dia, de pós-operatório, quando há indicação, absoluta, de tal troca. Um piiiiiiiiiiiiiiiiii contínuo invadiu a sala do CTI – Centro de Terapia Intensiva. O paciente não voltou a apresentar os sinais vitais.
Será que depositarão, nesse ato técnico e agregada conversa, todo infortúnio da morte testemunhada? Para ele falar era necessário o tampar, com os dedos do cirurgião, de orifício da nova cânula, para que o ar subisse às pregas vocais e, modulado, subisse à boca.
- Fique tranquilo, pois estava por um fio, com os rins sem funcionar e o coração sobrecarregado - disse o médico intensivista ao cirurgião.
- Recém chegado, em colorida estação – Flor de Primavera.
- Preso em seu próprio corpo, terá três minutos, para dar-se conta do ocorrido, esse paciente. O que estará passando por sua memória?
- Há mais em mim, Dionísio, que numa cerca em aparente jardim.
- Com o vapor do mar e oceano, Poseidon, me umedeço.
- Com a luz do Sol, Apolo, me aqueço.
- Só colha-me, Deméter, em safras e me entristeço.
- Há um rio subterrâneo, Jung, abaixo do meu crânio.
- Animais que me habitam, Ártemis, são meus amos, mas, com o planeta Terra, Gaia, aprofundamos.
Similitude:
Ele caiu, até bater a coluna no paralelepípedo, em véspera de sua posse na prefeitura do município, eleito que foi, em escrutínio universal, no pleito majoritário.
Simbiose:
Já no corredor daquela ala de hospital:
- Necessário recorrer ao exército pra manter a ordem?
- Um fuzil para amar? Como usá-lo sem machucar?
- Uma suástica enlameia – emasculada, em mortandade.
- Malfadado, você prevarica, por reverenciar tal retorno. Assuma como vice eleito.
- Entronizada exceção, é voto vilipendiado.
- Aquartelado agora, há revolução ruinosa. Fala o pintor figurista, acordado que foi, em meio à noite, para pintar o que ali jazia.
- Individual insistência, cativada por tal atividade, há retrógrada reminiscência em forma de pastel sobre tela de algodão.
- O Exército visa à democracia proteger, em disfunção postural, um cavalo com capa de carruagem pra que outros ladrem.
Osmose:
- Aquartelado agora, há revolução ruinosa. Fala o pintor figurista, acordado que foi, em meio à noite, para pintar o que ali jazia.
- Individual insistência, cativada por tal atividade, há retrógrada reminiscência em forma de pastel sobre tela de algodão.
- O Exército visa à democracia proteger, em disfunção postural, um cavalo com capa de carruagem pra que outros ladrem.
Osmose:
- Os brucutus de antigamente, sairiam mal no quadro, tendo à cabeça um capacete - de milico, ejetor da cidadania, "limpador" de qualquer sociabilidade, e no dedo uma capinha do ejetor d'água - efluente, a limpar aquele para-brisas de fusquinha.
- Construía escudo, com o primeiro brucutu, em minha infância, ostentado por artesanal anel no quarto dedo, pra me proteger de agressões do brucutu maior.
Ressonância: - Com olhar risonho avista a gente. Evita marionete.
- Hoje se pode dispensar o exército, pra tal, na democracia.
- Se enxerga desastre político, rompa o casulo, da crítica fundamentada, ecloda em borboleta, com asas assertivas.
- Farei fotossíntese em folha, que nutra você enquanto lagarta.
- Um canto solitário, aguarda uma resposta – Bem-te-vi.
Antes:
Ele se vê, solto ao cair, até bater a coluna no paralelepípedo, em véspera de sua posse na prefeitura do município, eleito que foi, em escrutínio universal, no pleito majoritário.
No corredor daquela ala de hospital:
- Necessário recorrer ao exército pra manter a ordem?
- Um fuzil para amar? Como usá-lo sem machucar?
- Sua suástica enlameia – emasculada, em mortandade.
- Malfadado, você prevarica, por reverenciar retorno. Assuma como vice eleito.
- Entronizada exceção, voto vilipendiado.
- Aquartelado agora – revolução ruinosa. Fala o pintor figurista, acordado que foi, em meio à noite, para pintar o que ali jazia.
- Individual insistência, cativada por sua atividade, retrógrada – reminiscência em forma de pastel sobre tela de algodão.
- Os brucutus de antigamente, sairiam mal no quadro, tendo à cabeça um capacete - de milico, ejetor da cidadania, "limpador" de qualquer sociabilidade, e no dedo uma capinha do ejetor d'água - efluente, a limpar aquele para-brisas de fusquinha.
- Construía escudo, com o primeiro brucutu, em minha infância, ostentado por artesanal anel no quarto dedo, pra me proteger de agressões do brucutu maior.
- Com olhar risonho avista a gente. Evita marionete.
- O Exército visa à democracia proteger, em disfunção postural, um cavalo com capa de carruagem pra que outros ladrem.
- Hoje se pode dispensá-lo, na democracia.
- Se enxerga desastre político, rompa o casulo, da crítica fundamentada, ecloda em borboleta, com asas assertivas.
- Farei fotossíntese em folha, que nutra você enquanto lagarta.
- Um canto solitário, aguarda uma resposta – Bem-te-vi.
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