- O fim da tarde está próximo.
- Tudo bem!
- Amanhã você nascerá.
- Eu esperarei dormindo.
- A noite é a última que cairá sobre você.
- Mas as estrelas estarão, lá no firmamento?
- Sim. Só nosso mundo é que acabará.
- O meu medo é que ele continuasse, não que ele acabasse.
- As baratas continuarão, lá em baixo.
- Os taxistas também?
- Já estão, com essa carestia, morrendo de raiva. Vou pegar um agora.
- É uma bandeira dois para o além?
- Sim, tamanho preço a se pagar.
- O infinito permanece?
- Há infinitude, que permanece. Só nosso mundo chega ao fim.
- Qual essência prevalecerá?
- O buraco é negro e vencido será, lá em Sampa.
- Há luminosidade em suas palavras.
- Que elas ecoem, meu filho, em Santos, agência pra onde seu pai se transferirá em caso de bom termo, hoje.
- Eu sou seu eco e repercuto você.
- Dê-me suas mãos.
- Elas serão suas, amanhã, quando eu nascer. Hoje servirão, escondidas da vista de terceiros, a sensibilizar a gerência de recursos humanos.
- Mas, se eu conseguir a tal transferência, aqui na matriz do banco, um renascer acontecerá, e nos daremos às mãos. Veja a pista, do Aeroporto Santos Dumont, que beleza. Mais ali fica o palácio, atrás dessa cortina de prédios, do Catete.
- Essa turbulência fazia, do Electra ao líquido amniótico, ondas.
- De São Paulo pra Santos também balançará, todavia, pela estrada velha de Santos, menos que pelo Caminho do Lorena.
- Sim, mas a perda da vida intra-uterina, me fará ganhar o mundo exterior.
- Bem vindo será, pois ao menos me tornará, assim, mais leve.
- Tudo bem!
- Amanhã você nascerá.
- Eu esperarei dormindo.
- A noite é a última que cairá sobre você.
- Mas as estrelas estarão, lá no firmamento?
- Sim. Só nosso mundo é que acabará.
- O meu medo é que ele continuasse, não que ele acabasse.
- As baratas continuarão, lá em baixo.
- Os taxistas também?
- Já estão, com essa carestia, morrendo de raiva. Vou pegar um agora.
- É uma bandeira dois para o além?
- Sim, tamanho preço a se pagar.
- O infinito permanece?
- Há infinitude, que permanece. Só nosso mundo chega ao fim.
- Qual essência prevalecerá?
- O buraco é negro e vencido será, lá em Sampa.
- Há luminosidade em suas palavras.
- Que elas ecoem, meu filho, em Santos, agência pra onde seu pai se transferirá em caso de bom termo, hoje.
- Eu sou seu eco e repercuto você.
- Dê-me suas mãos.
- Elas serão suas, amanhã, quando eu nascer. Hoje servirão, escondidas da vista de terceiros, a sensibilizar a gerência de recursos humanos.
- Mas, se eu conseguir a tal transferência, aqui na matriz do banco, um renascer acontecerá, e nos daremos às mãos. Veja a pista, do Aeroporto Santos Dumont, que beleza. Mais ali fica o palácio, atrás dessa cortina de prédios, do Catete.
- Essa turbulência fazia, do Electra ao líquido amniótico, ondas.
- De São Paulo pra Santos também balançará, todavia, pela estrada velha de Santos, menos que pelo Caminho do Lorena.
- Sim, mas a perda da vida intra-uterina, me fará ganhar o mundo exterior.
- Bem vindo será, pois ao menos me tornará, assim, mais leve.
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