Faixa ou Campo:
1) Observação da vida para julgar: quietude interior;
2) Persistência: o que assistiu – não o que sentiu;
3) Inadequação;
4) Silêncio.
O escritor relata o que assistiu, não o que sentiu.
Estilo é surto.
A crônica é o diário do livro que estou escrevendo:
- sim: se o estou escrevendo;
- não: o p.q. de estar bloqueado;
No mundo da quietude é que se escreve. Na parte da manhã há quietude, pois à noite é uma falsa quietude.
Cada vez começar do zero, todos os capítulos.
Luta contra o vazio: exercitar.
Um livro é a duração de 1 a 5 anos – da vida do escritor.
Inadequação é a faixa em que se escreve, num não talento à vida prática – é onde está a escrita.
Todo mundo é inimigo da obra artística.
O amigo é ninguém. É em quem o escritor se transforma: ninguém.
Sucesso vai na contramão, pois é a adequação.
Haldor Lexness – Quem é? Vencedor do prêmio Nobel, norueguês, após guerra. – “Ser esquecido após ser lembrado”.
O que busca o escritor? Amor.
O escritor é o centro.
X - - - - - X X X X
Transfere a seu personagem.
Na persistência fazer o filtro, no que aparece a ideia do livro, onde ocupará apenas 5% do livro.
Não existe o escritor, sem a fonte – colher dali.
Na evolução o que escrever será literatura.
Voltar para o oral - contar o seu romance, portanto gravar. Antes de escrever contar às crianças, que se ouvirem por 10 minutos, terão dado sinal de que é boa a escrita.
A vida é difícil, pois é grande a necessidade de persistência.
Diário. Por exemplo:
a) Escrever o primeiro capítulo;
b) Voltar ao prólogo. Para se colocar no lugar do próprio escritor – na sua infância.
É uma missão no Brasil, onde lê-se apenas coisas fáceis, portanto é arte – a escrita.
Esquecer a felicidade. Não participar da vida comum: afastar-se da vida comum. P.ex.: na festa, encostar-se à parede e observar – ficar fora dela.
Silêncio = não palavra. Falar de forma não usada.
Mergulhar naquilo que não sabe dizer. Escrever na forma que não foi dito, senão deixar de escrever.
Best-seller é a mesmíce – da mesma forma.
Tentar se aproximar da vida.
Inadequação se for, um dos profundamente, só.
Solidão dá o tempo necessário.
Só se escreve Literatura fora da literatura.
– onde ela não está?
- onde ela não alcança?
Em todos os lugares há refratariedade à Literatura.
O Brasil aceita o estrangeiro.
Dizer o que é: o menino, a vida, etc.
Ninguém sabe o que é o Brasil.
Tudo nega o que somos no Brasil.
A Literatura é a única coisa que mostra o que é o Brasil.
José de Alencar inventou o Brasil. Ele falou que somos o guarani.
Machado de Assis: diferença, tensão, ironia, entre o que somos e o que pensamos ser.
Somos brasileiros tentando ser europeu.
Guimarães Rosa: sertão, jagunços filósofos, que se conhece do Brasil: onde o vento bate, não na cidade.
O sonho não nega a realidade, mas a transforma.
1) Para onde o livro não vai?
2) Não negue a realidade, pois é um comentário.
Relatar é escrever na areia – é o que faz o brasileiro: escreve na areia.
A morte é gratuita na violência.
Literatura é contra a morte do alinhamento.
Para o poder não somos nada.
Pra vida somos algo.
Contra-Literatura - interessa:
a) Trransposição;
b) Deslocamento;
c) Transferência;
d) Metaforização;
a) Transposição:
Por exemplo: o bastão que é passado de mão em mão, de cada personagem, é uma linguagem do esporte.
b) Deslocamento:
Ao seguir as regras – gênero: de homem para mulher e daí a bicho. Por exemplo: Joaquim Nabuco;
Buscar o impensável sem justificar.
c) Transferência: da química, onde um elemento transmite a um outro elemento. Por exemplo: o efeito do tiro aparece lá adiante, em outro personagem.
e) Metaforização: objeto que aparece no livro. Por exemplo: moedas que não valham nada, mas, transforma-o em alguém rico, e concomitantemente ele adquire câncer.
Imprime uma coisa interessante.
Visão científica é boa por isso.
Quanto mais imaginação mais metáfora.
Ética da Contra-Literatura.
a) Invisibilidade parcial – improvisação;
b) Autonomia;
c) Quietude versus energia do entusiasmo;
d) Imaginação como arquitetura da intuição e vice-versa.
Observação: O NÃO DITO É O QUE ESTÁ NAS ENTRELINHAS DA ESCRITA.
a) Invisibilidade: não aparece tanto o escritor.
Improvisação é importante.
b) Autonomia: não depender tanto da editora. P.ex. editar o seu livro
c) Quietude: não falar o que está fazendo. O não falar dá energia. Não fale – faça. Fazer com entusiasmo e alegria.
d) Imaginação: é da mesma fonte da intuição – sonhar de olhos abertos.
Recomenda ler: “Genealogia da Moral” – Nietzsche.
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