quinta-feira, 21 de maio de 2015

24. Música na Medida.

   O aparelho telefônico passou, da zeladoria, para minha casa. Eu recebia ligações, triviais, para que, como “zelador”, interfonasse a um só condômino. Tudo chegava, com musicalidade, pela voz de “meus” interlocutores.
   Passou-me batida uma solução, em simples atravessar de rua, para chamar-lhe via interfone, disponível, atrás de seu prédio, voltado para minha rua.
   Como atinar nesse caráter, boêmio, inusual para mim, mas tão próprio de um conselheiro fiscal, do "Clube do Choro", sempre em dia com seus atrasos?
   Ao invés de ajoelhar-me, diante daquele prédio, para suplicar solução, foi ele que ajoelhou-se, quase, diante de mim. Explico essa megalomania. Estava conversando, presencialmente, com um amigo, a duas quadra dali, quando ouvi um ruído explosivo: era a coluna daquele prédio que cedera ao peso existente, seguido de um choro - outro, menos musical, de seus moradores.

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