sábado, 4 de julho de 2015

42. Um Urso Ferido.

   Dois ursos conversam, enquanto um se banha no rio, este que sorve a luz de objeto que plaina sobre sua água.
   - Estou ferido.
   - Quem o acertou?
   - O caçador de pele - esta, que minha mãe lambeu.
   Você tem o calor dos pelos e da capa de gordura, para se esconder na caverna.
   Perderei tudo, se ele tiver, em arma, me alcançado.
   - O vermelho de seu sangue é, jorrado da ferida, sentença de morte.
   - Peço pra você lamber minha ferida, agora, pra cicatrizá-la.
   - Antes que o perdigueiro sinta tal cheiro?
   - O vermelho é vida, mas mostra o caminho por mim tomado. Minha vida é sua vida, em amizade. Se você verter uma gota, de seu corpo - em minha ferida.
   - Será compatível fazer tal infusão que torna seu o meu líquido.
   - Hemólise estará ausente, em necessária transfusão de seu bem vindo sangue. Seus glóbulos brancos em sinal de paz, brancos estarão, sem me fagocitar?
   - Sim, ao encontro!

rastro de sombra...

aparece à frente um caminho –
Lua ilumina

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