sexta-feira, 3 de julho de 2015

40. Uma Pedra.

   Pedra - Sou uma pedra, sobre você - simples papel.

   Folha de jornal - Sim, mas até ontem soberano, no mundo da palavra.
   - Não presuma o que não possa presumir.
   - O peixe é, hoje, por mim embrulhado.
   - Agora a palavra cede, a vez, ao pescado!?
   - Cada qual com seu qual.
   - Anuncio que vim, do paraíso geológico, ao mundo: por arrancamento.
   - Há repetição desse evento partido, que você reflete nos outros - chegada abrupta ao mundo.
   - Posso sublimar, assim, o que é passível de compreensão, em tais atos violentos, relevados por meus convivas.

  A pedra fundamental é a convivência íntima, atualmente em apartamento. 
   O Cavalo de Tróia é a taxa de condomínio, porque tolhe o sentir - voar de alma da borboleta e brincadeira do palhaço, existente em cada um, agora de queimadura da água-viva.
   Pé de jogador do futebol, fica parado, só deambula em areia, próximo a pingo de sorvete que caia, durante o verão.
   - História intui, merece atenção, onde um sonho flui, pulsa o coração.
   - Gestar e nascer, pensar e escrever, no tempo existente está recorrente.
   - Uma parição - criada semente, afetuosa e quente é mais louvação.
   - Caule dá sombra, tronco a sustenta, flor um aroma, e eu a molhar.
   - Come-se a polpa - a Semente de Jatobá germina aqui.
   - Romantizo o escrever, só pra me proteger, foi num útero aflorado que me senti bem amado.
   - Nutro assim a raiz e terra ao redor, caso o apresente à colheita - mais prazer que um amor.
   - Seiva nova que a nutra, é salgada, deixa doce, alagada.
   Em tal lâmina d’água, formada, cintilam cores trazidas pelos raios de sol que perpassam folhas de papel agrupadas, geometricamente.

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