Gavião - Você é minha testemunha.
Poça d'água - Em que?
- De minha performance, hoje, em voo.
- Sim. Eu o refleti, mas agora estou vazia.
- O passado me condena, se levado em conta voos havidos.
- Sim.
- Hoje poderia, refletir-me por mais tempo.
- Você faria o que com tal imagem?
- A filmaria, pra tê-la pra posteridade.
- Sua imagem em mim era, até então, a de um pássaro caído do ninho.
- Eu estou no encalço, com meu bico curvo, predador.
- O ninho está em árvore, enquanto você está no chão gramado de experiências, mas sem asas, pra voar, suficientes.
Poça d'água - Em que?
- De minha performance, hoje, em voo.
- Sim. Eu o refleti, mas agora estou vazia.
- O passado me condena, se levado em conta voos havidos.
- Sim.
- Hoje poderia, refletir-me por mais tempo.
- Você faria o que com tal imagem?
- A filmaria, pra tê-la pra posteridade.
- Sua imagem em mim era, até então, a de um pássaro caído do ninho.
- Eu estou no encalço, com meu bico curvo, predador.
- O ninho está em árvore, enquanto você está no chão gramado de experiências, mas sem asas, pra voar, suficientes.
- Você espelha o meu céu, testemunha de minha habilidade e coragem.
- Façamos uma aliança.
- Qual?
- Eu - poça dágua, refletirei o seu ninho, e formarei assim a sua casa.
- Mas como eu habitarei essa minha nova casa, que me é oferecida?
- Primeiro salvando-se do instinto de gavião, que o habita, ao constituir amizade com o sabiá-laranjeira.
- Façamos uma aliança.
- Qual?
- Eu - poça dágua, refletirei o seu ninho, e formarei assim a sua casa.
- Mas como eu habitarei essa minha nova casa, que me é oferecida?
- Primeiro salvando-se do instinto de gavião, que o habita, ao constituir amizade com o sabiá-laranjeira.
Como sublimar seu instinto!?
- Você - sabiá-laranjeira, quer ser meu amigo? Ofereça seu conteúdo, a mim que habitará com você esse ninho. Mostre-me antes como voar com minhas asas, mas com suas qualidades.
Sabiá-laranjeira - Eu serei você amanhã?
- Como meu amigo, você – sabiá-laranjeira, estará com asas de gavião, bico entortado pra baixo e minhas qualidades de rapinador de ninhos.
- Comerei os ovos, não eclodidos, de minha mãe?
- Sim.
- Torno-me seu conteúdo, gavião, mas se abrir mão de seu intento. Ofereço-me em sacrifício.
- Amém. Nhac.
- Você - sabiá-laranjeira, quer ser meu amigo? Ofereça seu conteúdo, a mim que habitará com você esse ninho. Mostre-me antes como voar com minhas asas, mas com suas qualidades.
Sabiá-laranjeira - Eu serei você amanhã?
- Como meu amigo, você – sabiá-laranjeira, estará com asas de gavião, bico entortado pra baixo e minhas qualidades de rapinador de ninhos.
- Comerei os ovos, não eclodidos, de minha mãe?
- Sim.
- Torno-me seu conteúdo, gavião, mas se abrir mão de seu intento. Ofereço-me em sacrifício.
- Amém. Nhac.
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