quarta-feira, 6 de abril de 2016

O Dono do Destino.

Sou concebido criança
brinco na sombra da árvore
jogo bola na areia
olho a menina bonita
que me inspira um namoro.

Tanto verde é concebido
quanto azul eternizado.
Bolinha de gude cinza,
é obstada no morro.

O tiro de sal da espingarda
atinge a pele que queima
lá na molecada que sobe
o morro do Itararé –
inescapável obstáculo.

A água transformada,
ao gelo não retorna -
o ovo quando rompe
seu piar ecoa o céu.

Desapareço em meu sonho
me projeto morro abaixo
reapareço no céu
que só a trilha me leva
no pé que talhado é.

Esquadrinha o encontro -
eremita zig-zag,
o caminho não trilhado
rumo ao céu tão infinito.

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