À sombra de um cabide,
o chapéu por sobre ele,
na estatura da avó.
O medo não dominado
de um franzino cabideiro.
Nesse sono debruçado
em sonho noite adentro
meu sentir concretizado,
à janela que aberta,
que no mar sem fim liberta.
O saber que mais demora,
se abrupto olhar abrir,
no fechar de alma ao sonho -
pesadelo que domina,
chorar seco da ausência.
O tchau ainda não dado
beijar face não beijada,
abrir olho testemunho
do avô que não havia.
Cadê a franzina avó!?
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