sábado, 5 de setembro de 2015

Um Toco Sozinho.

Navega agora
pensa, não luta,
firma, flutua,
certo oscila.

Pouso de pássaro,
sombra pro peixe,
quebra de hélice,
enrosco de linha.

Em seu buraco 
chanfrado há
limo avistado
esverdeado.

Ranhuras tem,
nós de seus galhos,
voz em seus cortes
é evocada.

A maré traz
toco sozinho,
pra trás deixado
seu flutuar.

Quanto brincar
irá gozar?
Quantas as vezes
irá rolar?

Quantas braçadas
náuticas nadam
impulsionadas?
Mão as escolhe.

À praia aporta -
por ondas vem,
seu dizer na areia
água apaga.

Qual a mensagem
que árvore manda?
Braço levanta -
cadê o remo?

Meu braço galho,
crâneo semente,
cabelo folha,
ideia ninho.

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