quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O Homem e A Rosa, Do Cabideiro à Sonâmbula Terra.

O Homem e a Rosa.

O homem é estar - o homem é ser.
Homem está recluso, se ficar, ao ter?
Movimento breve, cavalgado é.

Ao deitar tão plano, o sentir tão pleno.
Entranhar estranho, o pescar externo.
Balbuciar íntimo, apical em ondas.

A rosa balança, pétalas abertas.
Estar no jardim - rosa está liberta?
Esse exalar breve que amálgama.

O vento em ondas, no buque que entranha.
O raio balbucia em feira estranha?
No galho erecto em vermelho tão pleno.

O aroma exala, e odor entranha.
O espinho é tênue, o vento só alisa.
A folha acena, ao querer só flambar.


Do Cabideiro à Sonâmbula Terra.



Mal de infância, avó enleva, natural.
Cama esconde a noite fria despertada.
Mais seguro - amanhã, amadureço.

Abro o olho, o breu amado já penetra.
Penso ou fujo? Lençol branco me envolve.
Sinto assalto - sangue flui, corro longe?

Com sapato - andar grande, quanto medo!
A imagem com chapéu não me habita.
Roncar alto, com adenóides, abandono.

Pisco um olho abro o outro – lacrimejo.
Sentir chega, quarto avó, onde habito.
Sonâmbulo em brancos fios de cabelos.

Desde a infância balança, tão natural.
Cama esconde a noite fria despertada.
Mais seguro - amanhã, amadureço.

Abro o olho, o breu amado já penetra.
Penso ou fujo? Lençol branco me envolve.
Sinto salto - sangue flui, corro longe?

Com sapato - andar grande., quanto medo!
A imagem descalça é que me habita.
Ressoo com rinite, ou não me calo?

Pisco um olho, abro o outro – lacrimejo.
Sentir chega no quarto alto onde habito.
Sonâmbula Terra sob pés descalços.

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