sábado, 11 de junho de 2016

Indígena e Secundarista.

Indígena.

 I nsólita
N ação
D iversificada:
 I ncendeia
G raveto
E negrecido –
N eon
A borrecido.


Secundarista.

S agacidade –
E gressa
C omicidade,
U ltimada,
N ada
D isponível
À
R etornar
I nsofismável –
S istema
T radicional
A sséptico.

domingo, 5 de junho de 2016

Presente-Ausente.

Torço por sua existência,
ativa amorização,
encontro-a natureza.

Evocada noite escura.

Paladar que amo, 
transcende o querer,
audição do sonho.

Que amanheça clara.

Enxergo-a água –
fruído sentir,
presente-ausente.

Longe de entardecida.

Aromatizada,
traduzida em verbo –
sentimento vai.

Guardada no infinito.

Além do relicário –
está pulsante lá, 
pisando a areia.

sábado, 28 de maio de 2016

Ao Tom.

Onanista não emula à vista.
Há Mata Atlântica cultuada,
música estrangeira de avião,
nasce no íntimo de Poço Fundo,
voa no imaterial, registra.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Estupro!

E mular
S olitário !?
T emeridade !
U ltrajante
P articipação :
R econhece
O nanismo !

sábado, 21 de maio de 2016

Mãos Libertas.

Expira aroma,
todo firme em mim -
umbigo ilhado,
banha essa água.

Inspira a onda -
é minimalista,
anelar aliança,
mediada e quente.

Cor de sangue à ponta,
prepara o néctar -
letras não escritas,
mais do menos verso.

Concepto livro-cor,
nasce direção -
indica maestria,
cinco à seguir.

Corpos se encontram,
sinais de outro gênero
razão do viver.

Nasce camaradagem
mãos dadas às outras
se olhem - viajem.

Libertas estão -
criadas venturas,
percutem inocência.

Você meu querer
ondula maré -
pintada celeste.


domingo, 15 de maio de 2016

Alegria Presente e Carta aos que não PaSsarão Do Bra’x’il !

Alegria Presente.


O tiro de canhão –
silêncio já renasce
com flores em calibre
tão generoso agora.

A brocha só dá vida,
a caneta eterniza,
o sorriso emudece
a fala só bradada.

Descobre-se o cenário
antes tão esquecido
saga de uma mãe
ao romper de placenta.

Alegria é norte
o navio a esconde,
vila de pescadores,
por ausente sentir.

Mil quinhetos e tanto
no ágora poético 
meio século mais
América Terra Nova.

Água agora separa -
é o canal de barra,
o passado iscado
no anzol só pintado.

Há luz em seu sorriso
paredes resplandecem
alegria renovada
nas muralhas contentes.

O sorriso em seus lábios
êxtase imagético -
fortaleza branquinha
o navio não esconde.

No encontro da mãe
com escrita do filho,
que inadvetida
antecipa o céu.


Carta aos que não PaSsarão Do Bra’x’il !

Dito adeus –
logo responde:
passarinho, sério!?

Não passarão –
privilégios às custas de direito do passarinho!

Você só chora
a lágrima que fica:
paz enganadora, com o passarinho!

O poder frio
corta a água:
bananice, com o passarinho!

Quebrar o braço 
sem aprender: 
haver-se com o passarinho!

Pernaltamente
passadas ganhas - 
entregocracia, com o que é do passarinho!

Sem corrimão
tombo é certo: 
rolocracia, junto ao passarinho!

Status quo
interino não representa
o passarinho!

Imposta regra
destrói mais:
estais lá ou estáis cá, com o passarinho!

Sem um encontro
mais é tão menos:
"momento Cocoon babando desesperadamente em busca" do passarinho!

É comezinho
minimalista: 
recatado paneleiro, com o passarinho!

A maioria
simples agora:
só pau de galinheiro, contra o passarinho!

Ordem-fatores
muda produto
decretos são grãos, menos importante, sobra pro passarinho!

Achaque não –
decreto antes:
fim da solidariedade sem sentimento, - esperteza, com o passarinho!

Ajoelhar-se
é tão indigno:
passaralho, com o passarinho!

Prisão-terror,
liberta-amor:
"maioria das ruas" - sem mulheres palacianas, minoria passarinho!

domingo, 8 de maio de 2016

Menino Selvagem.

Na praia sonhar -
braçadas ao mar,
peitar temerário
remar nesse horário.

Chegar é mistério,
sair do império -
infância inquieta,
o isopor aquieta.

Braço pequenino,
sozinho - imanente,
tamanho somente
percebe menino.

À noite ele volta,
se antes se solta,
à margem primeira,
paixão traiçoeira.