domingo, 15 de maio de 2016

Alegria Presente e Carta aos que não PaSsarão Do Bra’x’il !

Alegria Presente.


O tiro de canhão –
silêncio já renasce
com flores em calibre
tão generoso agora.

A brocha só dá vida,
a caneta eterniza,
o sorriso emudece
a fala só bradada.

Descobre-se o cenário
antes tão esquecido
saga de uma mãe
ao romper de placenta.

Alegria é norte
o navio a esconde,
vila de pescadores,
por ausente sentir.

Mil quinhetos e tanto
no ágora poético 
meio século mais
América Terra Nova.

Água agora separa -
é o canal de barra,
o passado iscado
no anzol só pintado.

Há luz em seu sorriso
paredes resplandecem
alegria renovada
nas muralhas contentes.

O sorriso em seus lábios
êxtase imagético -
fortaleza branquinha
o navio não esconde.

No encontro da mãe
com escrita do filho,
que inadvetida
antecipa o céu.


Carta aos que não PaSsarão Do Bra’x’il !

Dito adeus –
logo responde:
passarinho, sério!?

Não passarão –
privilégios às custas de direito do passarinho!

Você só chora
a lágrima que fica:
paz enganadora, com o passarinho!

O poder frio
corta a água:
bananice, com o passarinho!

Quebrar o braço 
sem aprender: 
haver-se com o passarinho!

Pernaltamente
passadas ganhas - 
entregocracia, com o que é do passarinho!

Sem corrimão
tombo é certo: 
rolocracia, junto ao passarinho!

Status quo
interino não representa
o passarinho!

Imposta regra
destrói mais:
estais lá ou estáis cá, com o passarinho!

Sem um encontro
mais é tão menos:
"momento Cocoon babando desesperadamente em busca" do passarinho!

É comezinho
minimalista: 
recatado paneleiro, com o passarinho!

A maioria
simples agora:
só pau de galinheiro, contra o passarinho!

Ordem-fatores
muda produto
decretos são grãos, menos importante, sobra pro passarinho!

Achaque não –
decreto antes:
fim da solidariedade sem sentimento, - esperteza, com o passarinho!

Ajoelhar-se
é tão indigno:
passaralho, com o passarinho!

Prisão-terror,
liberta-amor:
"maioria das ruas" - sem mulheres palacianas, minoria passarinho!

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