domingo, 10 de abril de 2016

Remar e Apedrejar.


Se o êxtase imobiliza, 
tanto mulher quanto pescador, 
isso faz superfície rasgares, 
movimentares o renascido 
tempo presente do paraíso - 
que se desfaz a todo instante, 
ao remares ou jogares pedra, 
sim, refletes azul infinito.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Barco em Haicai.

Em bucólica paisagem 
forte correnteza -
Barco no mar liso.

Ricardo Rutigliano Roque.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Atlântica Desembocadura, Rumo ao Barco Vizinho – 150 anos de Vicente de Carvalho.

Fica em digna postura -
pra sua alma irreprimível 
remar mais do que é seu barco. 

Há ousadia da maré 
endereçada aos ouvintes 
dentre eles está você. 

Pluvial água - percepção menino, 
nesse fluxo está ao adentrar 
no canal do estuário, longe perto - 
manobra exótica como a sua, 
veia para navegação do que há, 
ao passar pelo deck dos sentidos. 
Até umedece a aridez - 
areia em próxima praia palmilha. 

Disponíveis recortes mimos, 
remados pelo seu barqueiro 
insubmisso aos navegantes. 

Dá leitura aos cem barcos nus, 
pra presenciar oceano - 
sentir entregue ao olhar.

Menina em salobra mistura há, 
acalentado peixinho guarú, 
esta evocação de limite – mar, 
circunscrito nesse avizinhamento, 
mas, em maré vazante vai até 
se distanciar na conquista d’água 
oceânica encoberta em brumas, 
em vazantes e enchentes - você. 

Percepção há de haver que 
transcreva antologia imersa 
na ausência de alguns sabores. 

Já que você é homenagem, 
em alquimia à transformar 
versos naquela maresia. 

Quebrasse inércia, Vicente de Carvalho - 
de pé - fronte à dureza, jardim fomenta, 
ladeado em aconchego de uns traços 
benedictino-calixtos em suas águas, 
mar - por ambos assistido, é atlântica 
desembocadura – no céu, são lonjuras. 

Mediante minha leitura, 
que na rede eu sirvo a todos - 
aos pressupostos mais nadantes. 

Fechem essa minha janela 
à nossa não cumplicidade 
pra que a lua não a espie. 

O Dono do Destino.

Sou concebido criança
brinco na sombra da árvore
jogo bola na areia
olho a menina bonita
que me inspira um namoro.

Tanto verde é concebido
quanto azul eternizado.
Bolinha de gude cinza,
é obstada no morro.

O tiro de sal da espingarda
atinge a pele que queima
lá na molecada que sobe
o morro do Itararé –
inescapável obstáculo.

A água transformada,
ao gelo não retorna -
o ovo quando rompe
seu piar ecoa o céu.

Desapareço em meu sonho
me projeto morro abaixo
reapareço no céu
que só a trilha me leva
no pé que talhado é.

Esquadrinha o encontro -
eremita zig-zag,
o caminho não trilhado
rumo ao céu tão infinito.

O Cabide no Escuro.

À sombra de um cabide,
o chapéu por sobre ele,
na estatura da avó.
O medo não dominado
de um franzino cabideiro.

Nesse sono debruçado
em sonho noite adentro
meu sentir concretizado,
à janela que aberta,
que no mar sem fim liberta.

O saber que mais demora,
se abrupto olhar abrir,
no fechar de alma ao sonho -
pesadelo que domina,
chorar seco da ausência.

O tchau ainda não dado
beijar face não beijada,
abrir olho testemunho
do avô que não havia.
Cadê a franzina avó!?

sábado, 2 de abril de 2016

Atlântica Desembocadura.

Quebrasse inércia, Vicente de Carvalho - 
de pé - fronte à dureza, jardim fomentado,
ladeado em aconchego de uns traços 
benedictino-calixtos em suas águas 
do mar - por ambos assistido, em atlântica 
desembocadura – no céu, de tais posturas.

Rumo ao Barco Vizinho.

Fica em digna postura -
pra sua alma irreprimível
remar mais do que é seu barco.

Há ousadia da maré
endereçada aos ouvintes
dentre eles está você.

Disponíveis recortes mimos,
remados pelo seu barqueiro
insubmisso aos navegantes.

Dá leitura aos cem barcos nus,
pra presenciar oceano -
sentir entregue ao olhar.

Percepção há de haver que
transcreva antologia imersa
na ausência de alguns sabores.

Já que você é homenagem,
em alquimia à transformar
versos naquela maresia.

Mediante minha leitura,
que na rede eu sirvo a todos -
aos pressupostos mais nadantes.

Fechem essa minha janela
à nossa não cumplicidade 
para que a lua não a espie.