sexta-feira, 5 de junho de 2015

28. Clube do Choro.

Poeta sentida
dizer cantado -
choro chorado.

É ouvido da janela,
primeiro acorde maroto,
patente em som dedilhado.
Ágora volta, Garoto -
menino é acordado.

Tamanho pé direito,
finito pé esquerdo,
notas do cavaquinho
na XV, uma flauta,
caminhar é marinho.

Que o cais do Valongo dê,
ao despertar, um trapiche,
à cultura, do beirado,
em cujo choro só aja,
um Garoto mais sonhado.

domingo, 31 de maio de 2015

O Mickey, a Caixa de Sapateiro, o Caminhão e o Sabiá - conto do Mapa Cultural Paulista.

Editado:

   Próximo ao museu Pelé há uma rua, a Gonçalves Dias, onde canta o sabiá, este audível mesmo se preso estivesse, na caixa de sapateiro do Edson Arantes do Nascimento, em tal museu. Essa caixa de sapateiro seria, se percutida, ouvida aqui?

   - Como habituar, nesse trabalho, o homem induzido a escravizar-se, mesmo com salmora, tascada, intracicatrizes de açoites?

   - Ultrajar, mesmo com manifestado afeto, em sublime ação estará o homem e seu trabalho, se remontado ao tempo da escravidão, enaltecidos?
   - Investimento de acionista, que recebe emolumentos sem uma boa medida, inclusiva, a cada um dos trabalhadores!
   - Já não basta a invasão, cultural, do primeiro homem aqui chegado?
   - Aquela caixa que eu percuti, aqui ontem, mal repercutida está. 
   - Aquele sabiá, aqui liberto, se fará ouvir, em estabelecido ambulatório médico de especialidades, na mesma rua?
   - Miiiickeeeeyyyyy? Esta paciente, por favor, você chama pra nós? – o médico à paciente já consultada.
   - Não escuta? Será que não veio?! – paciente ao médico.
   - Seu nome deve estar na agenda. – médico à enfermeira.
   - Só se estiver no banheiro! A sala de espera está cheia. Já dei uma olhada! – enfermeira ao médico.
   - Espera aí. É surdez do Mickey ou é o clipes que cobre o “L”! – médico.
   - Mickeeeely?! 
   - Pronto. Sou eu. 
   - Agi como o Pateta! Também, voz do Pato Donald, nesse barulhão!
   - Já vi de tudo, mas Mickey?! Mickely aqui é, na letra feia e sacolejar do caminhão em rua de pedra, uma roça sem chuva!
   - Você dá fé pública do ruído e audição, em reclamação? Sinto que os pingos caem da folha, mas é a força do vento que balança o chorão.
   - Pra não dizer que não falei, também, do pé de chumbo. Eu engraxo e batuco, denúncia do silêncio roubado, na caixa de sapateiro do Pelé, em seu museu, aqui ao lado.
   Obter cânhamo - semente de cannabis, para alimentar o passarinho engaiolado. Será melhor libertar o pássaro, até então, mantido junto!? Esse estará melhor, possuído ou solto, neste tardar, de seu cuidador, em supri-lo? Essa minha ficção - aventada, invade a sua realidade - vivida. Se o seu ensaio referencia o mensurável, já o meu é, praticamente, arreliação descabida. Fecho meu conto, presunçosamente adulto, para abrir meus ouvidos ao que há, em sua história, de força motriz que toca meu coração, desarvorado, procurando sua raiz.

Poeta sentido
dizer cantado -
choro chorado.

É ouvido da janela,
primeiro acorde maroto,
patente em som dedilhado.
Ágora volta, Garoto -
menino é acordado.

Tamanho pé direito,
finito pé esquerdo,
notas do cavaquinho
na XV, uma flauta,
caminhar é marinho.

Que o cais do Valongo dê,
ao despertar, um trapiche,
à cultura, do beirado,
em cujo choro só aja,
um Garoto mais sonhado.



Original:

   A caixa de sapateiro do Pelé se percutida, ali em seu museu, ouvida não seria, aqui.

   Próximo ao museu há, na Rua Gonçalves Dias, o sabiá, este que canta mesmo preso na caixa de sapateiro do Pelé.
   - Como habituar, ao trabalho, se este induz o homem a escravizar-se, quando sente salmora, tascada, intracicatrizes de açoites?
   - É ultrajar sem manifestar afeto, em qual sublime ação, do trabalho, remontado ao tempo da escravidão, garantido?
   - Investimento de acionista, que recebe, emolumentos sem uma boa medida, inclusiva, pra qualquer um dos trabalhadores!
   - Já não basta a invasão, cultural, do primeiro homem aqui chegado?
   Aquela caixa que eu percuti, aqui ontem, mal repercutida está. 
   Aquele sabiá, aqui liberto, se fará ouvir.
   - Miiiickeeeeyyyyy? Este paciente, por favor, você chama pra nós? – o médico à paciente já consultada.
   - Não escuta? Será que não veio?! – paciente ao médico.
   - Seu nome deve estar na agenda. – médico à enfermeira.
   - Só se estiver no banheiro! A sala de espera está cheia. Já dei uma olhada! – enfermeira ao médico.
   - Espera aí. É surdez do Mickey ou é o clipes que cobre o “L”! – médico.
   - Mickeeeely?! 
   - Pronto. Sou eu. 
   - Agi como o Pateta! Também, voz do Pato Donald, nesse barulhão! 
   - Já vi de tudo, mas Mickey?! Mickely aqui é, na letra feia e sacolejar do caminhão em rua de pedra, uma roça sem chuva! 
   - Você dá fé pública do ruído e audição, em reclamação? Sinto que os pingos caem da folha, mas é a força do vento que balança o chorão. 
   - Pra não dizer que não falei, também, do pé de chumbo. Eu engraxo e batuco, denúncia do silêncio roubado, na caixa de sapateiro do Pelé, em seu museu, aqui ao lado.

Opus.

1. Brucutus.

Similitude:
   - Melhor será pegar a pipa, sobre a árvore, meu neto.

Simbiose:
   - Subirei com essas pernas, descansadas em cadeira de praia. Fazer outra, com minhas mãos cansadas de trabalhar, pra que?

Osmose:
- Subir no tronco e chegar aos galhos nos fará brincantes.

Ressonância:
- A pipa voltará a voar, livre no céu, presa às mãos dele por linha longa de algodão, que de tão pequena experiência a fez pousar, aqui, nas folhas.

Antes:
   - Para que fazer outra pipa, meu neto, com essas minhas mãos cansadas de trabalhar? Melhor estará, ao alcançar a antiga, com ajuda destas minhas pernas, descansadas no repouso, feito em cadeira de praia. Isso se dará e, vencidos os galhos de uma simples árvore, nos tornará, imediatamente, brincantes. A pipa voltará a voar, livre no céu, presa à nossa linha, longa de algodão, que em suas pequenas mãos e de pouca experiência, fizeram-na pousar, em folhas.

Similitude:
   Deitado sobre uma cama de hospital, um avô de porte atlético, bronzeado e olhar vivaz.
   - Deixa eu aspirar suas secreções e trocar a cânula do traqueostoma. Você está com secreção na traqueia.

Simbiose:
   Dirige olhar, de baixo para cima, que torna, longe de obtusa, a aproximação encorajada.
   - Subi na árvore, de onde, com o spray do ar quente do asfalto, a pipa de meu neto flambou.

Osmose:
   Embute perceptível querer caminhar, novamente naquele chão, do jeito que está, pelo simples heroísmo vivido para o seu neto.
   - Abra a janela e coloque uma linha, na minha mão, com uma pipa na ponta.

Ressonância:
   - Faça isso hoje, por favor, na hora da visita, esta que é, proibida a meu neto, pois apenas amanhã eu morrerei. Servirá pra testemunho de vitória da vida.
Antes:
   Deitado sobre uma cama de hospital, um avô de porte atlético, bronzeado e olhar vivaz, herói de seu neto. De baixo para cima, falseando um poder, dirige olhar, que torna longe de obtusa a aproximação, encorajadora, em tentativa de trocar palavras, mas recebe, em troca, um sorriso paternal, postura de pátrio poder, que embute percepção de um querer, condição de caminhar e, novamente naquele chão, do jeito que está, pelo simples viver.
   - Amanhã morrerei.
   - Deixa eu aspirar suas secreções. Você está com secreção na traqueia.
   - Subi na árvore, de onde flambou a pipa de meu neto.
   - Espera, só, eu trocar a cânula do traqueostoma.

Similitude:
   Perdeu-se, em uma troca de palavras e de cânula, a noção do tempo gasto, em que foi desconectado o aparelho de respiração mecânica. Era do segundo para o terceiro dia, de pós-operatório, quando há indicação, absoluta, de tal troca.

Simbiose:
   Para ele falar era necessário o tampar, com os dedos do cirurgião, de orifício da nova cânula, para que o ar subisse às pregas vocais e, modulado, subisse à boca.
   Um piiiiiiiiiiiiiiiiii contínuo invadiu a sala do CTI – Centro de Terapia Intensiva. O paciente não voltou a apresentar os sinais vitais.
   - Você debita, o infortúnio dessa morte, em meu ato técnico?

Osmose: 
   - Fique tranquilo, pois estava por um fio, com os rins sem funcionar e o coração sobrecarregado - disse o médico intensivista ao cirurgião. 
   - Preso em seu próprio corpo, terá três minutos, para dar-se conta do ocorrido, esse paciente. O que estará passando por sua memória? 

Ressonância:
   - Recém chegado, em colorida estação – Flor de Primavera.
   - Há mais em mim, Dionísio, que numa cerca em aparente jardim. 
   - Com o vapor do mar e oceano, Poseidon, me umedeço.
   - Com a luz do Sol, Apolo, me aqueço. 
   - Só colha-me, Deméter, em safras e me entristeço. 
   - Há um rio subterrâneo, Jung, abaixo do meu crânio. 
   - Animais que me habitam, Ártemis, são meus amos, mas, com o planeta Terra, Gaia, aprofundamos. 

Antes: 
   Nessa troca, de palavras e de cânula, a noção de tempo perdeu-se. O aparelho de respiração artificial foi desconectado. Era do segundo para o terceiro dia, de pós-operatório, quando há indicação, absoluta, de tal troca. Um piiiiiiiiiiiiiiiiii contínuo invadiu a sala do CTI – Centro de Terapia Intensiva. O paciente não voltou a apresentar os sinais vitais. 
   Será que depositarão, nesse ato técnico e agregada conversa, todo infortúnio da morte testemunhada? Para ele falar era necessário o tampar, com os dedos do cirurgião, de orifício da nova cânula, para que o ar subisse às pregas vocais e, modulado, subisse à boca. 
   - Fique tranquilo, pois estava por um fio, com os rins sem funcionar e o coração sobrecarregado - disse o médico intensivista ao cirurgião. 
   - Recém chegado, em colorida estação – Flor de Primavera. 
   - Preso em seu próprio corpo, terá três minutos, para dar-se conta do ocorrido, esse paciente. O que estará passando por sua memória? 
   - Há mais em mim, Dionísio, que numa cerca em aparente jardim. 
   - Com o vapor do mar e oceano, Poseidon, me umedeço. 
   - Com a luz do Sol, Apolo, me aqueço. 
   - Só colha-me, Deméter, em safras e me entristeço. 
   - Há um rio subterrâneo, Jung, abaixo do meu crânio. 
   - Animais que me habitam, Ártemis, são meus amos, mas, com o planeta Terra, Gaia, aprofundamos. 

Similitude: 
   Ele caiu, até bater a coluna no paralelepípedo, em véspera de sua posse na prefeitura do município, eleito que foi, em escrutínio universal, no pleito majoritário. 

Simbiose:
   Já no corredor daquela ala de hospital:
   - Necessário recorrer ao exército pra manter a ordem?
   - Um fuzil para amar? Como usá-lo sem machucar?
   - Uma suástica enlameia – emasculada, em mortandade.
   - Malfadado, você prevarica, por reverenciar tal retorno. Assuma como vice eleito.
   - Entronizada exceção, é voto vilipendiado.
   - Aquartelado agora, há revolução ruinosa. Fala o pintor figurista, acordado que foi, em meio à noite, para pintar o que ali jazia.
   - Individual insistência, cativada por tal atividade, há retrógrada reminiscência em forma de pastel sobre tela de algodão.
   - O Exército visa à democracia proteger, em disfunção postural, um cavalo com capa de carruagem pra que outros ladrem.

Osmose:
   - Os brucutus de antigamente, sairiam mal no quadro, tendo à cabeça um capacete - de milico, ejetor da cidadania, "limpador" de qualquer sociabilidade, e no dedo uma capinha do ejetor d'água - efluente, a limpar aquele para-brisas de fusquinha. 
   - Construía escudo, com o primeiro brucutu, em minha infância, ostentado por artesanal anel no quarto dedo, pra me proteger de agressões do brucutu maior. 

Ressonância:   - Com olhar risonho avista a gente. Evita marionete. 
   - Hoje se pode dispensar o exército, pra tal, na democracia. 
   - Se enxerga desastre político, rompa o casulo, da crítica fundamentada, ecloda em borboleta, com asas assertivas. 
   - Farei fotossíntese em folha, que nutra você enquanto lagarta. 
   - Um canto solitário, aguarda uma resposta – Bem-te-vi. 

Antes: 
   Ele se vê, solto ao cair, até bater a coluna no paralelepípedo, em véspera de sua posse na prefeitura do município, eleito que foi, em escrutínio universal, no pleito majoritário. 
   No corredor daquela ala de hospital: 
   - Necessário recorrer ao exército pra manter a ordem? 
   - Um fuzil para amar? Como usá-lo sem machucar? 
   - Sua suástica enlameia – emasculada, em mortandade. 
   - Malfadado, você prevarica, por reverenciar retorno. Assuma como vice eleito. 
   - Entronizada exceção, voto vilipendiado. 
   - Aquartelado agora – revolução ruinosa. Fala o pintor figurista, acordado que foi, em meio à noite, para pintar o que ali jazia. 
   - Individual insistência, cativada por sua atividade, retrógrada – reminiscência em forma de pastel sobre tela de algodão. 
   - Os brucutus de antigamente, sairiam mal no quadro, tendo à cabeça um capacete - de milico, ejetor da cidadania, "limpador" de qualquer sociabilidade, e no dedo uma capinha do ejetor d'água - efluente, a limpar aquele para-brisas de fusquinha. 
   - Construía escudo, com o primeiro brucutu, em minha infância, ostentado por artesanal anel no quarto dedo, pra me proteger de agressões do brucutu maior. 
   - Com olhar risonho avista a gente. Evita marionete. 
   - O Exército visa à democracia proteger, em disfunção postural, um cavalo com capa de carruagem pra que outros ladrem. 
   - Hoje se pode dispensá-lo, na democracia. 
   - Se enxerga desastre político, rompa o casulo, da crítica fundamentada, ecloda em borboleta, com asas assertivas. 
   - Farei fotossíntese em folha, que nutra você enquanto lagarta. 
   - Um canto solitário, aguarda uma resposta – Bem-te-vi.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

27. Choro na Medida.

O telefone né não
d'zeladoria, é morada,
recebe uma ligação,
como nota musicada,
pro “zelador": interfona –
manda bando de chorão.

Passa batida opção –
simples atravessar rua,
chamar interfone é são
na madrugada que é sua.
Como atinar boemia,
assim tão apropriada.

É "Clube do Choro" nada,
a dizer com o meu tédio.
Ajoelhar-me na escada,
diante daquele prédio,
pra suplicar solução,
é coisa fora de mim.

Quase adiante, enfim,
numa megalomania,
explosão quebra, tadin,
coluna dobra e mia -
do condomínio outro choro.
Beco da Lélia tá bão.

terça-feira, 26 de maio de 2015

26. O Sabiá e o Garoto.

2015:
   Próximo ao museu Pelé há uma rua, a Gonçalves Dias, onde canta o sabiá, este audível mesmo se preso estivesse, na caixa de sapateiro do Edson Arantes do Nascimento, em tal museu. Essa caixa de sapateiro seria, se percutida, ouvida aqui?
1800:
   - Como habituar, nesse trabalho, o homem induzido a escravizar-se, mesmo com salmora, tascada, intracicatrizes de açoites?
   - Ultrajar, mesmo com manifestado afeto, em sublime ação estará o homem e seu trabalho, se remontado ao tempo da escravidão, enaltecidos?
1915:
   - Investimento de acionista, que recebe emolumentos sem uma boa medida, inclusiva, a cada um dos trabalhadores!
   - Já não basta a invasão, cultural, do primeiro homem aqui chegado?
1999:
   - Aquela caixa que eu percuti, aqui ontem, mal repercutida está.
   - Aquele sabiá, aqui liberto, se fará ouvir, em estabelecido ambulatório médico de especialidades, na mesma rua?
   - Miiiickeeeeyyyyy? Esta paciente, por favor, você chama pra nós? – o médico à paciente já consultada.
   - Não escuta? Será que não veio?! – paciente ao médico.
   - Seu nome deve estar na agenda. – médico à enfermeira.
   - Só se estiver no banheiro! A sala de espera está cheia. Já dei uma olhada! – enfermeira ao médico.
   - Espera aí. É surdez do Mickey ou é o clipes que cobre o “L”! – médico.
   - Mickeeeely?! 
   - Pronto. Sou eu. 
   - Agi como o Pateta! Também, voz do Pato Donald, nesse barulhão!
   - Já vi de tudo, mas Mickey?! Mickely aqui é, na letra feia e sacolejar do caminhão em rua de pedra, uma roça sem chuva!
   - Você dá fé pública do ruído e audição, em reclamação? Sinto que os pingos caem da folha, mas é a força do vento que balança o chorão.
   - Pra não dizer que não falei, também, do pé de chumbo. Eu engraxo e batuco, denúncia do silêncio roubado, na caixa de sapateiro do Pelé, em seu museu, aqui ao lado.
Hoje:
   Obter cânhamo - semente de cannabis, para alimentar o passarinho engaiolado. Será melhor libertar o pássaro, até então, mantido junto!? Esse estará melhor, possuído ou solto, neste tardar, de seu cuidador, em supri-lo? Essa minha ficção - aventada, invade a sua realidade - vivida. Se o seu ensaio referencia o mensurável, já o meu é, praticamente, arreliação descabida. Fecho meu conto, presunçosamente adulto, para abrir meus ouvidos ao que há, em sua história, de força motriz que toca meu coração, desarvorado, procurando sua raiz.

Poeta sentido
dizer cantado -
choro chorado.

É ouvido da janela,
primeiro acorde maroto,
patente em som dedilhado.
Ágora volta, Garoto -
menino é acordado.

Tamanho pé direito,
finito pé esquerdo,
notas do cavaquinho
na XV, uma flauta,
caminhar é marinho.

Que o cais do Valongo dê,
ao despertar, um trapiche,
à cultura, do beirado,
em cujo choro só aja,
um Garoto mais sonhado.

COMO ESCREVER.

Escrever: de SIMILITUDE para SIMBIOSE e, daí, desde OSMOSE para RESSONÂNCIA.
Similitude: cópia.
Simbiose: não é totalmente ficção, mas parte da realidade e parte da imaginação (p.ex. operação transforma o Pelé numa mulher).
Osmose: nunca aconteceu (p.ex.: Brasil derrotou Alemanha por 10 a 1).
Ressonância: rara - alguma coisa escrita que possa acontecer, muito usada na ficção científica.
O escritor inventa algo que salva a humanidade, ao projetar um futuro melhor que o presente. Exemplos:
Cortesia: a idade média inventou;
Paixão: invenção dos alemães.
Exercício em aula:
   - A caixa de sapateiro do Pelé se percutida, ali em seu museu, ouvida não seria, aqui. (similitude)
   - Próximo a isso há a Rua Gonçalves Dias, “onde canta o sabiá”, este que preso está na caixa de sapateiro do Pelé. (simbiose)
   - Aquela caixa que eu percuti, também ontem, mal repercutida está (osmose)
   -  Esse sábia, aqui liberto, se fará ouvir. (ressonância)
Exercício: escrever de forma que gere dúvida, se é 1, 2, 3, ou 4:
1 – Similitude (p.ex.: ALGUÉM NA PRISÃO);
2 – Simbiose – início da ação do romance (p.ex.: SAINDO DA PRISÃO);
3 – Osmose – mudança que preenche os vazios (p.ex.: ficção desse liberto, preenche, os vazios, de sua memória da infância) e
4 – Ressonância –ficção (p.ex. ele, reflexivo, encontra um amor).
Fazer uma cena – opus, alvo mais importante de seu livro. 
Fazer, com as 04 coisas: similitude, osmose, simbiose e ressonância.
1. personagem (ideia);
2. ambiente (orgânico);
3. centro (cósmico).
Ricardo - enquanto seu moderador.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

25. Sela Museu, em Cela, da Cadeia Velha.

   Quem gosta de pessoas as aglutina, como gestor - dando guarida, e como comunicador - ao ser acolhida a sua Arte, para poder, assim, cada um dar o seu recado.
   Museu pode humanizar, ao lembrar aquele que se foi, assim como a maternidade, ao lembrar os que estão por nascer.
   Esse sentimento humano é fomentado pelo artista que, vivo, também promove o melhor, ser do humano, ao sentir.
   As vezes o sentir está longe, no tempo museu e distante, no espaço maternidade.