quinta-feira, 25 de junho de 2015

33. Ser Palmeira em Oásis.

(Palmeira) - Oásis, é o que você é, pra mim.
(Oásis) - Você é, nesse oásis, minha palmeira.
(P) - À sombra de mim – palmeira, espero seu descanso sob sol forte.
(O) – Eu já quero que frutifique e traga os pássaros, em busca de suas sementes, agora.
(P) – Que o verde de minhas folhas o tranquilize.
(O) – Vejo ao longe a areia trazida, por vento forte.
(P) – No ponto mais alto de seu oásis ficarei, em fotossíntese. Vivo estarei pra contar, aos pássaros, o porquê do fim do nosso pequeno mundo.
(O) – Que a chuva transforme, no dia mais improvável do deserto, em lama essa areia, para que eu renasça em argila, moldando um muro que a proteja e a liberte, assim, do mal vento.

Prosopopéía de Ricardo Rutigliano Roque.

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