Gestar após consumar, consumar após amar, amar após se apaixonar, se apaixonar após conhecer, conhecer após conversar, conversar após ouvir, ouvir o que foi gestado.
O vácuo está presente, silente, na ausência do ar
que foi expulso, dali, mecanicamente pra fora da cavidade, que tem paredes
forradas por mucosa, que se anima a ocupar, aquele, espaço deixado. Forma
cistos, com contido líquido, organizado e fibrosado e, esses, passam à cavidade
contígua, por onde deveria entrar o ar e sair o muco – antes líquido. Há
presença de massa, assemelhada à uva em cachos pálidos, que querem ganhar o
meio externo.
Ausente pressão na cavidade.
Presente mecânica da completude humana.
Não há
ausência natural que não seja ocupada pelo vazio.
Não há vazio que não seja preenchido.
Não há vazio que não seja preenchido.
Vazio, sempre preenchido estará, basta o existir.
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