- Venho colher o fruto semeado.
- Mas não tem medo, de ser catado, enquanto dorme fora de casa?
O simplório caipira é um migrante, sazonal. Ocupa um porão de casa abandonada, para dormir.
O citadino trancafia de dia, aquele porão vazio, por desconhecer o fluxo migratório, da colheita agrícola. O que sente? Quem age assim, reativamente, pra proteção de sua própria família, em casa vizinha?
Ao compartilhar sua contradição é, ele, aparteado por uma postura de gabinete:
- “... Mas, ele tinha autorização para ali pernoitar?"
O hábito não respeitado, no Brasil, se contrapõe na América do Sul, onde o camponês pernoita no banco da praça, no Chile, sem ser incomodado.
Como legitimar o hábito – de ver-se no outro? Através da Cultura, com menos de 1% do orçamento em seus três níveis públicos? Na estranheza de um livro, na escola, ou no clichê da televisão?
Nenhum comentário:
Postar um comentário