terça-feira, 31 de julho de 2018

Paulo Andrade.

P iano
A li -
Ú ltimo
L imite
O ntológico.

A o
N ão
D edilhá-lo
R epercute
A
D issonância
E scolhida.

rrr.

Flávio Viegas Amoreira.

F az
L ivro
A nódio.
V oltagem
I nduz
O ntologia -

V ivificado
I nsumo.
É
G arantia
A té
S ol

A manhecer
M udo,
O nde
R enitente
E scrita
I ntrojeta
R azão
A bstraída

rrr.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

"Tesão".

ANTITESÃO: que desça a meio pau sua bandeira.
"TESÃO" - subliminar: bandeirola pintada por visão maniqueísta - tintas apenas do bem e do mal gosto extremos. Estas tinturas sem matizes intermediárias! Estes extremos - morde e assopra, trazem o gosto amargo da ressaca. Esta vinda de goles, dados em copos recém lambidos por outrem (posts compartilhados). Isto sem ao menos customizá-los.
SEMTESÃO: um porre sem fim.
   Parece-me. Que tal?

rrr.

sábado, 28 de julho de 2018

Caiçara Citadino!

 *

   Aparente prateleira, esta cheia de caixinhas longa vida. Ao desmamado não apetece o produto, em embalagem pouco afetuosa. Não afeito à pastoril atividade, aqui exilado por falta de ergonomia.     
   Redunda aos olhos atentos: beque de fazenda isola bola ou pequena não se vê! Esta de couro curtido por venusianas! Por onde "ora, pah, raios" acorrem! Nesse campo pra discotequeiros marcianos.  
   Parece-me!

* Foto de Alexandre Moreira!

domingo, 22 de julho de 2018

sábado, 21 de julho de 2018

A Capela, o Menino e a Cobra.

   Uma cobra tenta alcançar o galho de goiabeira. Chega àquela altura pelo telhado da capela. Sobe pelo altar abandonado. Passa por entre os instrumentos musicais da banda. Estes ali deixados como que condenados por mal comportamento. Não é incomodada pela vara de trombone. Não vibra pelo couro curtido do bumbo. Não se deixa, assim, esmagar pelo desfile marcial de sete de setembro. Não dá ouvidos à homilia de domingo. Se esgueira pela sombra do confessionário que a protege dos raios do claro dia.
   Já passa do meio dia, esta hora da primeira tentativa de alimentar-se. Não de goiaba, mas, sim de filhotes de passarinho no ninho desavisado. Avistada a manobra pelo explodir de gotas de chuva empoçada abaixo daquela árvore. Ela sofre com o vento que balança o galho mais próximo do pequeno prédio dentro da base aérea. Esta de aviões que aterrizam, perto dali, com leveza.
   A ferradura da formação de escoteiros não lhe traz, à meia distância entre a igreja e a cobra, sorte. Aos pássaros sim, estes afortunados pelo amuleto de natureza morta ali presentificada. A árvore à retribuir, pelo canto passarinho, com sombra a seus inquilinos.
   Lá vai a cobra na terceira tentativa.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Barroco.

No rococó
em nova casa
com outro nome
não há protesto
contra a Santa
Inquisição
já terminada.

rrr. / Momento do Acervo: Barroco ao Caiçara.