Morro do Lima.
Tomo café moro em cima,
desço à pé o Morro do Lima.
Jornal na soleira da porta
estampa uma visão, descer -
coitado dos meus pés sãos.
Descortina-se o cenário,
sem leitura a seus atores.
A descida me polui, mas
à subida só me intui:
há solução - só falta cão!
Editado do texto linkado -
http://rutiglianoroque3.zip.net/arch2011-03-13_2011-03-19.html#2011_03-18_06_59_52-1 .
domingo, 19 de março de 2017
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Mulher Caiçara onde Estiver - brindada, com dizer, cantar e café com garapa.
Dizeres e cantares à Mulher Caiçara onde Estiver:
1a. mesa vertente natural:
A) Dizer:
- Vi quem habita...
B) CÉU - Assma Gabriela:
- Eu que testemunhei a sua força!
- Grata, à você - céu, obrigado estou a não afugentar, com meus tiros, os pássaros que te habitam.
MAR - Mazé (?):
- Eu, que trouxe de além mar os que te construíram!
- Grata, à você - mar, obrigado à manter suas águas cristalinas!
SOL - Maria Araújo (?):
- Eu, que limpo, em ajuda ao cal de suas paredes, do musgo!
- Grata, à você - sol, obrigado estou à refletir o teu calor!
BALEIA - Íris (?):
- Eu, que dei a liga pra união de suas pedras!
- Grata, à você - baleia, que dou liga pra união de minhas pedras, obrigado estou a defender a sua prole.
C) canção Baraquet:
INDÍGENA.
Brinde: café com garapa - açúcar mascavo.
2a. mesa vertente étnica:
A) Dizer:
- O dia me é...
B) LUA - Grisalda:
- Eu, que ilumino sua vigília!
- Grata, à você - lua, que ilumina minha vigília, obrigado estou a refletir a sua luz.
IEMANJÁ - Kellen:
- Eu, que dei a mão que a construiu!
- Grata, à você - Iemanjá, que deu a mão que me construiu, obrigado à recebê-la, ambas debruçadas nessas águas.
CAPELA - Jaíra (?):
- Eu, que dei o arco pra união de seus elementos!
- Grata, à você - capela, pelo arco que une meus elementos, obrigado estou à abrigá-la em meu seio.
C) canção Roque/Baraquet: Charleaux modificada - ibérico onde Charleaux e guarani onde xavante.
Brinde: café com garapa - açúcar mascavo.
3a. mesa vertente histórica:
A) dizer:
- Fortaleza,
B) VIGIA (?):
- Eu, que avisto seus domínios, antes tão ameaçados!
- Grata, à você - vigia, obrigada estou a confiar a minha ronda.
MENSAGEIRA (?):
- Eu, que levo o dizer, da vigia, a seus ouvidos!
- Grata, à você - mensageira, obrigada estou a dar ouvidos.
NAU ESPANHOLA (?):
- Eu, que a defendi, em suas águas, do ataque corsário!
- Grata, à você - nau espanhola, obrigada estou à abrir passagem ao porto!
NAU CORSÁRIA INGLESA (?):
- Eu, que cedi, em derrota, meus canhões!
- Grata, à você - nau corsária inglesa, obrigada estou à ressoar os seus canhões, agora meus!
C) canção do Baraquet:
IEMANJÁ.
Brinde: café com garapa - açúcar mascavo.
1a. mesa vertente natural:
A) Dizer:
- Vi quem habita...
B) CÉU - Assma Gabriela:
- Eu que testemunhei a sua força!
- Grata, à você - céu, obrigado estou a não afugentar, com meus tiros, os pássaros que te habitam.
MAR - Mazé (?):
- Eu, que trouxe de além mar os que te construíram!
- Grata, à você - mar, obrigado à manter suas águas cristalinas!
SOL - Maria Araújo (?):
- Eu, que limpo, em ajuda ao cal de suas paredes, do musgo!
- Grata, à você - sol, obrigado estou à refletir o teu calor!
BALEIA - Íris (?):
- Eu, que dei a liga pra união de suas pedras!
- Grata, à você - baleia, que dou liga pra união de minhas pedras, obrigado estou a defender a sua prole.
C) canção Baraquet:
INDÍGENA.
Brinde: café com garapa - açúcar mascavo.
2a. mesa vertente étnica:
A) Dizer:
- O dia me é...
B) LUA - Grisalda:
- Eu, que ilumino sua vigília!
- Grata, à você - lua, que ilumina minha vigília, obrigado estou a refletir a sua luz.
IEMANJÁ - Kellen:
- Eu, que dei a mão que a construiu!
- Grata, à você - Iemanjá, que deu a mão que me construiu, obrigado à recebê-la, ambas debruçadas nessas águas.
CAPELA - Jaíra (?):
- Eu, que dei o arco pra união de seus elementos!
- Grata, à você - capela, pelo arco que une meus elementos, obrigado estou à abrigá-la em meu seio.
C) canção Roque/Baraquet: Charleaux modificada - ibérico onde Charleaux e guarani onde xavante.
Brinde: café com garapa - açúcar mascavo.
3a. mesa vertente histórica:
A) dizer:
- Fortaleza,
B) VIGIA (?):
- Eu, que avisto seus domínios, antes tão ameaçados!
- Grata, à você - vigia, obrigada estou a confiar a minha ronda.
MENSAGEIRA (?):
- Eu, que levo o dizer, da vigia, a seus ouvidos!
- Grata, à você - mensageira, obrigada estou a dar ouvidos.
NAU ESPANHOLA (?):
- Eu, que a defendi, em suas águas, do ataque corsário!
- Grata, à você - nau espanhola, obrigada estou à abrir passagem ao porto!
NAU CORSÁRIA INGLESA (?):
- Eu, que cedi, em derrota, meus canhões!
- Grata, à você - nau corsária inglesa, obrigada estou à ressoar os seus canhões, agora meus!
C) canção do Baraquet:
IEMANJÁ.
Brinde: café com garapa - açúcar mascavo.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Condesmar Fernandes de Oliveira - acróstico.
C ompilado,
O ntem
N ativo,
D eclara
E mpoderamento
S olícito.
F erido,
E ntre
R egurgitos -
N utrido
A mbiente,
N este
D emonstra
E xcepcional
S aber.
D ogmas
E ncara,
O usa
L imites,
I nclinado a
V iver
E xistência
I conoclasta,
R everbera
A morização.
rrr.
C ompilado,
O ntem
N ativo,
D eclara
E mpoderamento
S olícito.
F erido,
E ntre
R egurgitos -
N utrido
A mbiente,
N este
D emonstra
E xcepcional
S aber.
D ogmas
E ncara,
O usa
L imites,
I nclinado a
V iver
E xistência
I conoclasta,
R everbera
A morização.
rrr.
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Pouca Farinha - Santa Cruz dos Navegantes.
“Desde então, melhorou muito a vida daqueles nativos que suportavam nuvens de mosquitos pólvora e borrachudo e muitas cobras jararaca e jaracuçu. Pouca Farinha de Pedro Aragão, de seu Lisboa, de Sebastião Higino, Rodrigo Jaguareça, João Moraes, Maneco Barnabé, Benjamin, Sebastião Carrinho, Conceição Sant’Anna, Neuza, Antônio Pedro, Agostinho, Benedita, Enoque, Izaldo e Maneco Furtado, para citar somente alguns dos caiçaras daquela época, moradores daquele amontoado de areia, espremido entre o canal da Barra de Santos e um, então, vicejante manguezal ao fundo.’... ‘Os caiçaras primitivos que lá fincaram estacas cruzavam o canal em embarcações a remo, para, necessariamente, abastecerem-se de víveres na Ponta da Praia, cortar o cabelo no salão do Joaquim, frequentar o baile do Vasquinho em terras de Maneco Praiano e captar água potável em latas numa torneira fronteiriça ao Clube de Regatas Saldanha da Gama, ao lado da padaria do Ferreira (área hoje ocupada pelo edifício Pontal da Barra) ‘ (....) ‘Ainda nos anos 50 os irmãos Rafael e Modesto Roma trouxeram água potável para a Pouca Farinha, encanada desde o estaleiro Namy Jafet (ao lado do ferry-boat), atravessando os rios do Meio e da Missa até um chafariz inaugurado em 31/05/1953, construído próximo ao chalé de madeira da folclórica e carismática Dona Noquinha. Diz a placa comemorativa: ‘Dona Noquinha e moradores desta praia ficam gratos pela valiosa doação dos irmãos Rafael e Modesto Roma. Deram à pobreza a maior riqueza, água.’
‘E veio o tal progresso. Arrumaram um nome ‘politicamente correto’ (...) ‘Praia de Santa Cruz dos Navegantes, e pronto! Hoje de santa a localidade nada herdou. Migrações desordenadas de alienígenas entulharam seus manguezais, enfavelaram suas veredas, exterminaram as cobras, caçaram todos os caranguejos, engaiolaram seus pássaros, dragaram todos os berbigões (sarro de pito) de suas areias naturalmente lodosas, extinguiram o siri azul patola, os guaiamuns, robalinhos, tainhas, paratis e os camarões-ferro, que se criavam nos braços de seus rios de águas férteis e piscosas.’
‘Pouca Farinha dos estaleiros navais de João de Aguiar e da Praticagem. Do Rio da Missa, caminho pluvial natural para os sítios do Atílio (ótima pinga de alambique), Ventura (bananais), Américo e do Icanhema.’” – Nestor Jesus Sant’Anna, em "A Tribuna - jornal.
‘E veio o tal progresso. Arrumaram um nome ‘politicamente correto’ (...) ‘Praia de Santa Cruz dos Navegantes, e pronto! Hoje de santa a localidade nada herdou. Migrações desordenadas de alienígenas entulharam seus manguezais, enfavelaram suas veredas, exterminaram as cobras, caçaram todos os caranguejos, engaiolaram seus pássaros, dragaram todos os berbigões (sarro de pito) de suas areias naturalmente lodosas, extinguiram o siri azul patola, os guaiamuns, robalinhos, tainhas, paratis e os camarões-ferro, que se criavam nos braços de seus rios de águas férteis e piscosas.’
‘Pouca Farinha dos estaleiros navais de João de Aguiar e da Praticagem. Do Rio da Missa, caminho pluvial natural para os sítios do Atílio (ótima pinga de alambique), Ventura (bananais), Américo e do Icanhema.’” – Nestor Jesus Sant’Anna, em "A Tribuna - jornal.
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Uma Santos.
Areia por mar lambida
ao ver-se refletida
faz sentir você sereia
qual uma lua cheia.
A sua graça não é mera
forma da gente enxergá-la,
seduz a primavera
pro verão conquistá-la.
A Cultura perceber,
no lazer ao caminhar,
na beira de seu mar
a fisionomia ver.
Um jardim serpenteado
pra sua areia quentinha,
em verde mediado,
manter a sua linha.
Resultado imanente
o trabalho portuário
dá ganha pão libertário
ao sustentar sua gente.
Viçosa presença
em copas antes verdes -
Ipê Amarelo.
Ricardo Rutigliano Roque.
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Imposto do Medo.
Cardume de piranhas, a quem cerca?
Dentes cravados na praça do povo.
Som de apitos sirenes caladas -
Plínio mais Caio, Raquel e João Paulo.
Caíram em oficina de tapas,
mas desenham um coração no peito.
Praça do povo - há vida que pulsa.
Debaixo de seus braços um troféu.
Lar de mendigos que esperam São Paulo,
exposto ao projeto autoritário
na vala que ali corre à céu aberto
sem verde dessa flâmula azul mar.
Dentes cravados na praça do povo.
Som de apitos sirenes caladas -
Plínio mais Caio, Raquel e João Paulo.
Caíram em oficina de tapas,
mas desenham um coração no peito.
Praça do povo - há vida que pulsa.
Debaixo de seus braços um troféu.
Lar de mendigos que esperam São Paulo,
exposto ao projeto autoritário
na vala que ali corre à céu aberto
sem verde dessa flâmula azul mar.
Imposto do Medo.
Cardume de piranhas, a quem cerca?
Dentes cravados na praça do povo.
Som de apitos sirenes caladas -
Plínio mais Caio, Raquel e João Paulo.
Caíram em oficina de tapas,
mas desenham um coração no peito.
Praça do povo - há vida que pulsa.
Debaixo de seus braços um troféu.
Lar de mendigos que esperam São Paulo,
exposto ao dejeto autoritário
na vala que ali corre à céu aberto
sem verde dessa flâmula sem o azul mar.
Dentes cravados na praça do povo.
Som de apitos sirenes caladas -
Plínio mais Caio, Raquel e João Paulo.
Caíram em oficina de tapas,
mas desenham um coração no peito.
Praça do povo - há vida que pulsa.
Debaixo de seus braços um troféu.
Lar de mendigos que esperam São Paulo,
exposto ao dejeto autoritário
na vala que ali corre à céu aberto
sem verde dessa flâmula sem o azul mar.
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