quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Orelha de Livro do romance em construção.
Orelha de Livro.
dono de currículo
em linhas mal traçadas –
Cão torturado – navega
O cacho de banana preso ao teto do alpendre de um bangalô do sítio à beira mar na Cabeça do Dragão. O artesão de enchó o havia entregue em acolhida àqueles hóspedes, seus vizinhos de final de semana. Dentre estes um que se sentiria desconfortável ao ser “passado para trás” por alguém nativo. À noite isto ficaria claro como o dia ensolarado em que tal agrado fora recebido. Os morcegos partilharam tal oferenda exposta naquele costão rochoso. Acertado por bambu fletido rapidamente em direções aleatórias, burlado em seu sistema de rastreio de obstáculos ao voo noturno que o protegeria, caiu no chão de madeira. Tal solo escarpado serviria de palco a julgamento “com direito ao silêncio” de réu com ausente advogado de defesa, em seu próprio habitat invadido. Embebido em álcool foi incendiado na tal sentença imposta: de morte. Os silvos emitidos ecoaram no costão rochoso alcançando outros morcegos assustados, mas com coragem de alguém solidário. Ziguezaguearam à frente da casa fechada às pressas. Todos aqueles em turismo à cidade litorânea trancaram-se incrédulos, sonhando com pó-de-pir-li-pim-pim que os fizessem voar para bem longe dali, como Peter Pan já arrependido de ter crescido.
timoneiro à parte --
a direção do devir
o Remo aponta – diário.
rrr. – libertodesi / romance em construção.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Orelha de livro.
ResponderExcluirdono de currículo
em linhas mal traçadas –
Cão torturado – voz que navega desde Santos.
O cacho de banana preso ao teto do alpendre de um bangalô do sítio à beira mar na Cabeça do Dragão. O artesão de enchó o havia entregue em acolhida àqueles hóspedes, seus vizinhos de final de semana. Dentre estes um que se sentiria desconfortável ao ser “passado para trás” por alguém nativo. À noite isto ficaria claro como o dia ensolarado em que tal agrado fora recebido. Os morcegos partilharam tal oferenda exposta naquele costão rochoso. Aquele foi acertado, dentre os voadores, por bambu fletido rapidamente em direções aleatórias, burlado em seu sistema de rastreio de obstáculos ao bater de asas noturno que o protegeria, caiu no chão de madeira. Tal solo escarpado que sustentava a casa serviria de palco a julgamento “com direito ao silêncio” de réu com ausente advogado de defesa, em seu próprio habitat invadido. Embebido em álcool foi incendiado na tal sentença imposta: de morte. Os silvos emitidos ecoaram no costão rochoso alcançando outros morcegos assustados, mas com coragem de alguém solidário. Ziguezaguearam à frente da casa fechada às pressas. Todos aqueles jovens em turismo à cidade litorânea trancaram-se incrédulos, sonhando com pó-de-pir-li-pim-pim que os fizessem voar para bem longe dali, como Peter Pan já arrependido de ter crescido.
timoneiro à parte –
a direção do devir
o Remo aponta – voz em encontrado diário.
rrr. – libertodesi / romance em construção.
https://libertodesi.blogspot.com/2026/01/orelha-de-livro-do-romance-em-construcao.html