terça-feira, 11 de outubro de 2022
Ode a Nossa Senhora Aparecida.
Ode a Nossa Senhora Aparecida de Djanira.
Ali próximo a Taubaté
em uma tauba junto à outra,
sobre as taubas, três pescadores,
sob as taubas, tão nadadora.
A rede jogada por meu braço,
resvala a tauba a bombordo,
tão presa àquele lodo fundo,
algo a prende junto aos peixes.
A fome me alcança agora,
pescar, meu desejo vaidoso,
alimentar a minha criança,
chorando lágrimas desse rio.
A âncora me prende à terra,
a corrente com elos seguros,
enfurrajados pelo meu tempo,
em sua superfície eu nado.
Suspensa, enredada bem leve
flutua, a meu olhos, imagem
nossa, a senhora também nada?
assim molhada, aparecia.
rrr. – coletivo “Oficina de Escrita Criativa Flávio Viegas Amoreira” na Pinacoteca Benedicto Calixto, em 11/10/2022.
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Ode a Nossa Senhora Aparecida de Djanira.
ResponderExcluirAli próximo a Taubaté
em uma tauba junto à outra,
sobre as taubas, três pescadores,
sob as taubas, tão nadadora.
A rede jogada por meu braço,
resvala a tauba a bombordo,
tão presa àquele lodo fundo,
algo a prende junto aos peixes.
A fome me alcança agora,
pescar, meu desejo vaidoso,
alimentar a minha criança,
chorando lágrimas desse rio.
A âncora me prende à terra,
a corrente com elos seguros,
enfurrajados pelo meu tempo,
em sua superfície eu nado.
Suspensa, enredada bem leve
flutua, a meu olhos, imagem
nossa, a senhora também nada?
assim molhada, aparecia.
rrr. – coletivo “Oficina de Escrita Criativa Flávio Viegas Amoreira” na Pinacoteca Benedicto Calixto, em 11/10/2022.
https://libertodesi.blogspot.com/2022/10/ode-nossa-senhora-aparecida.html?m=1