sexta-feira, 31 de agosto de 2018

A Biquinho de Lacre e a Cobra.

   - Você tenta, senhora cobra, alcançar o galho de goiabeira!?
   - Chego àquela altura pelo telhado da capela.   
  - Sobe pelo altar abandonado?
   - Passo ali, por entre os instrumentos musicais da banda. Estes ali deixados como que condenados por mal comportamento.
   - Não é incomodada pela vara de trombone?
   - Nem vibro pelo couro curtido do bumbo.
   - Nem se deixa, assim, esmagar pelo desfile marcial de sete de setembro, nessa base aérea, assim, fora da data?
   - Nem dou ouvidos à homilia de domingo.
   - Se esgueira pela sombra do confessionário, né, que a protege dos raios do claro dia?
   - Já passa do meio dia, nesta hora de minha primeira tentativa de alimentar-me.
   - Não de goiaba, mas, sim de filhotes de meu ninho desavisado?
   -  Você me avistou, Biquinho de Lacre, durante minha manobra, pelo explodir de gotas de chuva empoçada abaixo da árvore onde tem o ninho com seus filhotes?
   - Ela sofre com o vento que balança o galho mais próximo do pequeno prédio.
   - Seria o vento dos helicópteros, que aterrizam aqui perto, com leveza?
   - Que a ferradura me traga, como natureza morta formada por escoteiros, estes avistados à meia distância entre a igreja e meus filhotes, sorte.
   - A vocês sim, pássaros afortunados, pelo amuleto ali presentificado.
   - A árvore retribui, por canto passarinho e adubo meus, com sombra a seus pequenos inquilinos.
   Lá vai a cobra na terceira tentativa.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  2. A Biquinho de Lacre e a Cobra na Capela.

    - Você tenta, senhora cobra, alcançar o galho de goiabeira!?
    - Chego àquela altura pelo telhado da capela.
    - Sobe pelo altar abandonado?
    - Passo ali, por entre os instrumentos musicais da banda. Estes ali deixados como que condenados por mal comportamento.
    - Não é incomodada pela vara de trombone?
    - Nem vibro pelo couro curtido do bumbo.
    - Nem se deixa, assim, esmagar pelo desfile marcial de sete de setembro, nessa base aérea, assim, fora da data?
    - Nem dou ouvidos à homilia de domingo.
    - Se esgueira pela sombra do confessionário, né, que a protege dos raios do claro dia?
    - Já passa do meio dia, nesta hora de minha primeira tentativa de alimentar-me.
    - Não de goiaba, mas, sim de filhotes de meu ninho desavisado?
    - Você me avistou, Biquinho de Lacre, durante minha manobra, pelo explodir de gotas de chuva empoçada abaixo da árvore onde tem o ninho com seus filhotes?
    - Ela sofre com o vento que balança o galho mais próximo do pequeno prédio.
    - Seria o vento dos helicópteros, que aterrizam aqui perto, com leveza?
    - Que a ferradura me traga, como natureza morta formada por escoteiros, estes avistados à meia distância entre a igreja e meus filhotes, sorte.
    - A vocês sim, pássaros afortunados, pelo amuleto ali presentificado.
    - A árvore retribui, por canto passarinho e adubo meus, com sombra aos pequenos inquilinos dela.
    Lá vai a cobra na terceira tentativa.

    http://libertodesi.blogspot.com/2018/08/a-biquinho-de-lacre-e-cobra.html?m=1

    ResponderExcluir