- Você tenta, senhora cobra, alcançar o galho de goiabeira!?
- Chego àquela altura pelo telhado da capela.
- Sobe pelo altar abandonado?
- Passo ali, por entre os instrumentos musicais da banda. Estes ali deixados como que condenados por mal comportamento.
- Não é incomodada pela vara de trombone?
- Nem vibro pelo couro curtido do bumbo.
- Nem se deixa, assim, esmagar pelo desfile marcial de sete de setembro, nessa base aérea, assim, fora da data?
- Nem dou ouvidos à homilia de domingo.
- Se esgueira pela sombra do confessionário, né, que a protege dos raios do claro dia?
- Já passa do meio dia, nesta hora de minha primeira tentativa de alimentar-me.
- Não de goiaba, mas, sim de filhotes de meu ninho desavisado?
- Você me avistou, Biquinho de Lacre, durante minha manobra, pelo explodir de gotas de chuva empoçada abaixo da árvore onde tem o ninho com seus filhotes?
- Ela sofre com o vento que balança o galho mais próximo do pequeno prédio.
- Seria o vento dos helicópteros, que aterrizam aqui perto, com leveza?
- Que a ferradura me traga, como natureza morta formada por escoteiros, estes avistados à meia distância entre a igreja e meus filhotes, sorte.
- A vocês sim, pássaros afortunados, pelo amuleto ali presentificado.
- A árvore retribui, por canto passarinho e adubo meus, com sombra a seus pequenos inquilinos.
Lá vai a cobra na terceira tentativa.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirA Biquinho de Lacre e a Cobra na Capela.
ResponderExcluir- Você tenta, senhora cobra, alcançar o galho de goiabeira!?
- Chego àquela altura pelo telhado da capela.
- Sobe pelo altar abandonado?
- Passo ali, por entre os instrumentos musicais da banda. Estes ali deixados como que condenados por mal comportamento.
- Não é incomodada pela vara de trombone?
- Nem vibro pelo couro curtido do bumbo.
- Nem se deixa, assim, esmagar pelo desfile marcial de sete de setembro, nessa base aérea, assim, fora da data?
- Nem dou ouvidos à homilia de domingo.
- Se esgueira pela sombra do confessionário, né, que a protege dos raios do claro dia?
- Já passa do meio dia, nesta hora de minha primeira tentativa de alimentar-me.
- Não de goiaba, mas, sim de filhotes de meu ninho desavisado?
- Você me avistou, Biquinho de Lacre, durante minha manobra, pelo explodir de gotas de chuva empoçada abaixo da árvore onde tem o ninho com seus filhotes?
- Ela sofre com o vento que balança o galho mais próximo do pequeno prédio.
- Seria o vento dos helicópteros, que aterrizam aqui perto, com leveza?
- Que a ferradura me traga, como natureza morta formada por escoteiros, estes avistados à meia distância entre a igreja e meus filhotes, sorte.
- A vocês sim, pássaros afortunados, pelo amuleto ali presentificado.
- A árvore retribui, por canto passarinho e adubo meus, com sombra aos pequenos inquilinos dela.
Lá vai a cobra na terceira tentativa.
http://libertodesi.blogspot.com/2018/08/a-biquinho-de-lacre-e-cobra.html?m=1