terça-feira, 24 de novembro de 2015

Meu Ladrar.

O que você está tendo - Nica,
o seu urro, ao nascer,
sufocado agora está,
como pode esta fraqueza!?

Paro de latir pra vida - meu velho,
agonizo encharcada,
meu coração bate fraco -
sinto o som tão ultimado.

Há embaixo de seus pelos
criança que eu admiro – Sô,
lidera o caminhar,
nesse ladrar já cantado.

Caminho só na vida,
antes trilhada matilha!
Deixo viva a filha - a Sô,
peluda, nesse amor.

Sou sua filha molhada - oh Nica,
aqui fora tempestade.
Agora mesmo estou
no aroma do quintal.

“Presta atenção minha querida - Nica,
apesar de estar resolvida,
ouça-me bem, nesse abismo
que cavaste com os teus pés.”

Água corro em seu pelo - Sô,
que vento me asperge fora,
mas exalado, difícil,
do calor de seus alvéolos - Nica.

“Vou assim mesmo', meu velho,
'à beira desse abismo’
sempre sinta-se querido,
'hora da’ minha ‘partida.”

Em memória à Nicole - líder da matilha, 
que de tão determinada foi na frente da Sophie.

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