domingo, 9 de agosto de 2026

Dia dos Pais.

Aparece-me pai, disposto à formação da gente, além da ferramenta que olha o mundo. Você é o passado, ponto de partida em acolhimento, é o saber perfeito, agora abstraído. VIVA!

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Rinofima.

Rinofima ... pegue de um lado e leve para o outro. (*) Quer ver? Olhe pra essa escatologia – nota-se leigo tão assim alçado à pobreza que não demandaria alvo, este acertado em um xis traçado. Não há nem legenda nesse meu dizer em carne, na altura do meu nariz, depois de ingerir tantas visões vis, a fome tamanha há de me comer. A minha fisionomia está emanando saudável dissabor, tão flagrante naquele polaroide. Sempre quem navega, um dia admoesta aquele que mal dirige o trator, pra papoula não virar opioide. após a queda – aquela tinta dourada no Vaso chinês. – navega. De enveredada caneta herda-se evocada aspersão do salão marinho apenas por narina esquerda, se deixando repetir o desalinho. Assim como um remo arrastado fora d'água dentro de areia avizinhada. A pele protusa assim demarcada por importante profissão de outrora dando lugar ao novo fazer, é, a ímpar caneta impõe-se, mas agora abrindo outro tipo de ofício, né? Já na amarelinha com o seu pé fica o inesquecível gosto da aurora que toda criança sabe como é.– diário * O monstro debaixo da cama / Vinícius Carlos Vieira – Santos – 2021 : ed. do autor; O Sinal – pág. 71.

domingo, 2 de agosto de 2026

Banho de sol em Haibun.

O sanhaço aproxima-se na paisagem. Ali banha-se em sutil manhã de inverno. O alado pousado naquele vaso suspenso sob eira e beira em reluzente dia. Próximo àquele azulado, com cafezinho sorvido e esperanças renovadas, alguém espreguiça-se frente ao devir evocado em dois ovos da rolinha no ninho que balança ao vento. As casquinhas brancas poupadas pelo ciclone extra tropical, aconchegadas pelos galhos da orquídea. Juntos ao tronco da palmeira sombreiam um rachado tronco que ao chão está, este vencido por tal turbulência. Na recém habitada casa, a debruçada proximidade é tamanha os raios oblíquos aquecem o coração - Banho de sol rrr. - caminhodasaguasantigas / encadear de haijin

sábado, 1 de agosto de 2026

Voar em soneto.

Voar "É a vez do menino que se deixa voar" (*) Escrevo ao não ter o que contar transcendendo jornalísticos atos deixo-me solto pra devanear mas permitindo-me vestir sapatos. Você também deveria tentar traduzir assim seu tempo tão vívido pra deixar marcas daquilo querido sem precisar você espernear. Editado livro, imaginar pois impressora moderna embasa fino presente à leitura dela A poética traz você pra cá prosa ti leva pra perto de casa canção transpassa a sua janela – navega. * "É a vez do menino que se deixa voar" / Celestino, Rafael Palmieri Brandão - Santos, S.P. - 2024 : Ed. do Autor.

domingo, 5 de julho de 2026

Frio em Haibun

_Um jovem austríaco de apenas dezessete anos, chamado Sigmund Freud, ingressou como calouro na universidade de Viena. ... Era uma época de desmistificacões, de curiosidade e de uma confiança otimista no engenho humano, mais do que na inspiração divina_ . (*) O timoneiro da canoa postado no banco de trás com dois mosquetões presos à perna esquerda. Dali ao remo e à canoa, pra ambas ferramentas não serem arrastadas pelos ventos ou marés. Em um de seus dois lugares e vinte e dois quilos com o voga à frente, dando ritmo à remada. Assim ele decide mais rápida ou fortemente a cadência conforme aquilo que se impõe, a marola, a onda ou outra embarcação que cruzasse o caminho... Previstos para aquele dia ventos de 6 nós, ondas de um metro e maré alta, com sol brilhante naquele amanhecer. Brindados pelo voo de 30 papagaios em audível grasnar, mais um sobrevoo de um urubu comum. Ambos visíveis pela posição assumida pelo timoneiro após saída de seu lugar para a aportagem à praia do Saco do Major, deitado olhando o céu, com dois cabos de polipropileno esticados por uma estrutura ao sabor da onda de retorno, um preso ao remo e outro ao barco tracionado em direção à praia pelo biólogo que o puxava. Ali com lineares ondas, frutificadas de marolas chegando do mar aberto, batendo também no costão rochoso à beira do bioma da Mata Atlântica de carneirinhos metafóricos formados pela branqueada espuma. — Já dá pé, disse o voga dentro dágua e tendo a proa em mãos. Aprumado rumo à praia após diversas explosões da água no casco. — Perdi meus óculos. Não, pois estavam na testa seguros pelo chapéu laçado em meu queixo, jogados ali naquela ponta cabeça repentina. — Olha minha calcanheira ali, focada pelos óculos gloriosamente escorregados às órbitas, ajudando com a visão mulitifocal. Mais tarde a sapatilha que acompanhou a calcanheira ao fundo do mar me faria falta em evento quase trágico: Edema Parietal Subdural Direito. frio perpassa a pele – o canto dos pássaros chega ao remador * As regras da guerra / João Paulo Charleaux – Rio de Janeiro – 2026 : ed. Zahar, pág. 88, ...barco, ..., e direitos universais. - rrr. - caminhodasaguasantigas / haijin encadear.

domingo, 28 de junho de 2026

Lua de inverno em Haicai.

chegado a tempo — contempla no infinito a Lua de inverno rrr. - caminhodasaguasantigas / haijin encadear

domingo, 21 de junho de 2026

Inverno em Haicai.

com esse mar frio e não catastrófico — Inverno típico rrr. - caminhodasaguasantigas / haijin encadear