quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Idade das Pedras em Haicai.
o extrativismo
evocando tal regresso --
Idade das Pedras
rrr. - caminhodasaguasantigas / haijin encadear.
sábado, 14 de fevereiro de 2026
Bloquinho em Haicai.
aportado lá
com máscaras de peixinhos –
Bloquinho na praia
rrr. - caminhodasaguasantigas / haijin encadear
domingo, 8 de fevereiro de 2026
Aguaceiro em haibun.
Combalido na praia deserta, em falso movimento do braço, assim machucado; em convite ao cafezinho é correspondido à inusitada salvatagem: timoneiro assume o leme de pequena embarcação e o sofrido remador é acolhido em recém aportado catamarã desse
navegar sem vento
e ausentes ondas, ah
no mar Aguaceiro!
rrr. - caminhodasaguasantigas / haijin encadear
domingo, 1 de fevereiro de 2026
Dia de toró em haiku.
ventando três nós
solta amarra também --
Dia de toró
rrr. - caminhodasaguasantigas / haijin encadear
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Dia de Bashô em haicai.
lua invernal
com chuva fina caindo --
Dia de Bashô
rrr. - caminhodasaguasantigas / haijin encadear em glossário de O Zen do Haicai.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Orelha de Livro do romance em construção.
Orelha de Livro.
dono de currículo
em linhas mal traçadas –
Cão torturado – navega
O cacho de banana preso ao teto do alpendre de um bangalô do sítio à beira mar na Cabeça do Dragão. O artesão de enchó o havia entregue em acolhida àqueles hóspedes, seus vizinhos de final de semana. Dentre estes um que se sentiria desconfortável ao ser “passado para trás” por alguém nativo. À noite isto ficaria claro como o dia ensolarado em que tal agrado fora recebido. Os morcegos partilharam tal oferenda exposta naquele costão rochoso. Acertado por bambu fletido rapidamente em direções aleatórias, burlado em seu sistema de rastreio de obstáculos ao voo noturno que o protegeria, caiu no chão de madeira. Tal solo escarpado serviria de palco a julgamento “com direito ao silêncio” de réu com ausente advogado de defesa, em seu próprio habitat invadido. Embebido em álcool foi incendiado na tal sentença imposta: de morte. Os silvos emitidos ecoaram no costão rochoso alcançando outros morcegos assustados, mas com coragem de alguém solidário. Ziguezaguearam à frente da casa fechada às pressas. Todos aqueles em turismo à cidade litorânea trancaram-se incrédulos, sonhando com pó-de-pir-li-pim-pim que os fizessem voar para bem longe dali, como Peter Pan já arrependido de ter crescido.
timoneiro à parte --
a direção do devir
o Remo aponta – diário.
rrr. – libertodesi / romance em construção.
domingo, 25 de janeiro de 2026
Rinofima no romance em construção.
Rinofima
Vê, olha essa escatologia,
dando paradoxal número um
à pobreza, que não demandaria
alvo, acertado sobre xis traçado.
Não há legenda nesse meu dizer
em carne, na altura do nariz,
depois de ingerir tais visões vis,
fome tamanha há de me comer.
A minha fisionomia está,
emanando saudável dissabor,
tão flagrante naquele polaroide.
Navegar há de admoestar,
aquele que dirige o trator,
pra papoula não virar opioide.
após a queda –
aquela tinta dourada
no Vaso chinês – navega.
A caneta enveredando-se pela narina esquerda, evocando aspersão daquele spray marinho. Deixando um desalinho por tal repetição, tal qual um remo arrastado fora da água em areia vizinha. A pele protusa demarcando a aposentada profissão dando lugar ao ofício que novamente a caneta impõe.
ah, amarelinha
gostinho daquela época –
Dia da criança – diário.
rrr. - libertodesi / romance em construção.
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