sexta-feira, 4 de abril de 2025

Vila Socó.

passando calor naquele esperançado Frescor outonal Você deve saber o quanto dói, é urgente socorrer no incêndio vítima de queimadura dodói pra poder sobreviver mãe de Dio. Lectina da jaca é viável, desde que constitua a pomada, pra cicatrizar a pele queimada, mas a Anvisa está miserável. Deixar ao relento qualquer chorão? Pois pra ele não bastará o cuspe depois de sair com vida do prédio Há espera por autorização àquela patente que é da USP assim se fabrique esse remédio. rrr. - libertodesi / Cuipatã

segunda-feira, 31 de março de 2025

Lua em Haiku.

pequeno está o haicai esquadrinhado diante da Lua rrr. - caminho das águas & Paulo Franchetti (foto) / haijin encadear

terça-feira, 25 de março de 2025

Espantalho em Soneto.

"Se calhar, aos poucos o espantalho e ele foram-se moldando juntos, na mesma entalhadura". Baralho - carta rei de paus espantando mundos. Feltro verde da mesa atrapalhado atraindo o jogador incauto, longe da roça dirigindo auto, agrotóxico no desenraizado. Fruto daquela roça mais orgânica saudável para os rins que só filtram, este e o fígado mais limpinhos. Tranquilo com as bananas nanicas que mesmo com aveia não atritam comidas feitas para seus anjinhos rrr. - libertodesi, com "A árvore mais sozinha do mundo", de Carrara, evocando esse soneto.

domingo, 23 de março de 2025

Frescor outonal em Haiku.

passando calor, no esperançado Frescor outonal rrr. - caminho das águas / haijin encadear.

Folha nova em Haiku.

desperta haijin -- o kigo não está lá em Folha nova rrr. - caminho das águas/ Carlos Martins

sábado, 22 de março de 2025

Hábil Mestre-sala.

Amor e medo frente ao espelho se atrás de você surgirem mães, pior refletidos, desaconselho, em pesadelo, sairiam cães. Você só seria um mestre-sala rodopiando em seu próprio pé, já a porta-estandarte mais é aqui poesia que não se cala. Você diz ter nome, além daqui, mas a sopa deixada sem colher como alguém come mesmo com fome? Remar no rio Tamanduateí, poderá testemunhar a mulher, ombro a ombro com seu hábil homem. rrr. - libertodesi

quinta-feira, 20 de março de 2025

Orgânico Querer.

"- Papai tá envenenado, mãe. - Fica quieta, Alice. - Tô falando sério né, deve tá assim de tanto defensivo, não viram o seu Antônio, tem vários outros desse jeito, tu sabe, o Otávio mesmo contou. - Filha, tu não tem nada que dar opinião. Lavamos pratos em silêncio, que no fim de contas é o mais contagioso que há aqui, o silêncio, passa depressa de uns para os outros " (*) Papais tão envenenados, mamães! Fiquem quietas, minhas filhas cativas. Falando sério, nós não somos cães, mas sim de outras rinhas defensivas. Filhas, não tem nada que opinarem. Lavamos pratos de silenciosos pais que seguram os contagiosos talheres, mas e se caso pararem? A comida tem que ser mais orgânica, pra que tenhamos saúde pra dar, ao vendermos não viraremos réus. Mercadejar de forma tão tirânica, o jeito é saber como parar, dinheiro não é caminho pro céu. * "A árvore mais sozinha do mundo", de Maria Salomão Carrara, pág. 27 do e-book, que aqui evoca o soneto. rrr. - libertodesi.