Concebido em nidação do óvulo em útero
escura não é a noite
escura não é a mente
brilhante não é o dia
brilhante não é a idéia.
Nasço naquele canal de parto
queda não há nesse dia
queda não há do colo
levantar não é pra agora
levantar não é do dia.
Brinco no chão de terra
sujeira não é do erro
sujeira não é do tempo
limpeza não há na rua
limpeza não é do amigo.
Vida há com meu amor
trabalho não é libertário
trabalho não alimenta
Arte não dá futuro
Arte não dá passado.
Morte não é pregressa
Arte não está presente
Arte não é libertária se ausente
trabalho não será provedor
trabalho não aposenta.
Céu não está carregado
nuvem não é problema
nuvem branca não umedece
azul não é dos mares
azul não é a cor.
rrr. / amigo azul
sábado, 1 de fevereiro de 2020
domingo, 26 de janeiro de 2020
Acróstico
Preciso relevar o tom imperativo, neste início de frase, também na brincadeira com as palavras - acróstico - quando os signos disputem espaço com os sentidos. Neste quase autismo intelectual a regra é a matemática. Isto me acalma como emissor, quase em detrimento ao sentimento do destinatário? Subverter a superfície com a inquietude profunda é a presunção, que busca o que Manoel de Barros dizia: "a palavra que me aceita eu não aceito", ou em seu "O livro sobre nada
É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Tem mais presença em mim o que me falta.
Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário.
Sou muito preparado de conflitos.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
O meu amanhecer vai ser de noite.
Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção.
O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo.
Meu avesso é mais visível do que um poste.
Sábio é o que adivinha.
Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.
A inércia é meu ato principal.
Não saio de dentro de mim nem pra pescar.
Sabedoria pode ser que seja estar uma árvore.
Estilo é um modelo anormal de expressão: é estigma.
Peixe não tem honras nem horizontes.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas quando não desejo contar nada, faço poesia.
Eu queria ser lido pelas pedras.
As palavras me escondem sem cuidado.
Aonde eu não estou as palavras me acham.
Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
Uma palavra abriu o roupão pra mim. Ela deseja que eu a seja.
A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
Esta tarefa de cessar é que puxa minhas frases para antes de mim.
Ateu é uma pessoa capaz de provar cientificamente que não é nada. Só se compara aos santos. Os santos querem ser os vermes de Deus.
Melhor para chegar a nada é descobrir a verdade.
O artista é erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
Por pudor sou impuro.
O branco me corrompe.
Não gosto de palavra acostumada.
A minha diferença é sempre menos.
Palavra poética tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria.
Não preciso do fim para chegar.
Do lugar onde estou já fui embora."
É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Tem mais presença em mim o que me falta.
Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário.
Sou muito preparado de conflitos.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
O meu amanhecer vai ser de noite.
Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção.
O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo.
Meu avesso é mais visível do que um poste.
Sábio é o que adivinha.
Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.
A inércia é meu ato principal.
Não saio de dentro de mim nem pra pescar.
Sabedoria pode ser que seja estar uma árvore.
Estilo é um modelo anormal de expressão: é estigma.
Peixe não tem honras nem horizontes.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas quando não desejo contar nada, faço poesia.
Eu queria ser lido pelas pedras.
As palavras me escondem sem cuidado.
Aonde eu não estou as palavras me acham.
Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
Uma palavra abriu o roupão pra mim. Ela deseja que eu a seja.
A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
Esta tarefa de cessar é que puxa minhas frases para antes de mim.
Ateu é uma pessoa capaz de provar cientificamente que não é nada. Só se compara aos santos. Os santos querem ser os vermes de Deus.
Melhor para chegar a nada é descobrir a verdade.
O artista é erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
Por pudor sou impuro.
O branco me corrompe.
Não gosto de palavra acostumada.
A minha diferença é sempre menos.
Palavra poética tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria.
Não preciso do fim para chegar.
Do lugar onde estou já fui embora."
quinta-feira, 26 de dezembro de 2019
Estação da Cidadania.
Ê ta
S audade!
T rem
A pita
C omo
A pitaria
O ntem!
D enota,
A
C ada
I mersão,
D irimir
A titude
D ormente,
A gora
N utrida,
I mersa
A li.
rrr.
S audade!
T rem
A pita
C omo
A pitaria
O ntem!
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Pinacoteca Benedicto Calixto.
P az
I nduz
N otas
A tonais
C omo
O nomatopaicas!
T anto
E scritas
C omo
A s
B erradas;
E ssas
N a
E ntrada
D ão
I mersão,
C antadas
T razem
O
C ritério,
A titude;
L idas
I nstigam
X ixová -
T ranquilas
O ndas -!
rrr.
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C omo
O nomatopaicas!
T anto
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B erradas;
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C antadas
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O
C ritério,
A titude;
L idas
I nstigam
X ixová -
T ranquilas
O ndas -!
rrr.
terça-feira, 24 de setembro de 2019
Pequenez ao Coletivo Imaginário.
- Na pequenez da bicicleta os raios da roda mimetizam os do Sol.
- Já no coletivo de raios da outra roda sua companheira Lua.
- Já no coletivo de raios da outra roda sua companheira Lua.
sábado, 21 de setembro de 2019
Trança D'Água e Lua Rouxinol.
- Trançadas pernas, entre pescadores, no empurrar de canoa! (Trança D'Água para Lua Rouxinol)
- Lua ilumina a areia onde pisam, já o mar canta onde remam! (Lua Rouxinol para Trança D'Água)
- Lua ilumina a areia onde pisam, já o mar canta onde remam! (Lua Rouxinol para Trança D'Água)
domingo, 21 de julho de 2019
Canja no Momento do Acervo: Ágora Caiçara a Saturnino de Brito.
Ano Novo.
Iemanjá me ajude
pra com riqueza cruzá
e o meu rumo mude
pro horizonte mirá.
de Iemanjá um arco
azul do manto
a bombordo barco
cubra o campo.
cisco n'olho zangão
lacrimejará
pra fluir o mel
onde velejará
O poeta faz marisco
uma ostra virá
que é pra podê
sertão virá mar.
Caiçara, faz marisco
uma ostra virá
pra com Cultura podê
um peixe falá!
Canoa, traz marisco
pra ostra virá
e alimento podê
fazê fandango rolá!
Pescador, no marisco
tua rede não rasgá
pra na puxada podê
me alimentá!
Bilo, fez marisco
uma ostra virá
pra no trombone com vara
todo mundo sambá!
Saturnino, faz marisco
uma ostra virá
pra Santos com canais
saudável ficá!
Mulher, faz marisco
uma ostra virá
pra a catira podê
em minha canoa cantá!
Poeta, faz marisco
uma ostra virá
pra com versos podê
meu sonho mostrá!
Livro, faz marisco
uma ostra virá
pra na página podê
meu sonho embalá!
Fandangueiro, faz marisco
uma ostra virá
pra com Arte podê
a vida mostrá!
Iemanjá me ajude
pra com riqueza cruzá
e o meu rumo mude
pro horizonte mirá.
de Iemanjá um arco
azul do manto
a bombordo barco
cubra o campo.
cisco n'olho zangão
lacrimejará
pra fluir o mel
onde velejará
O poeta faz marisco
uma ostra virá
que é pra podê
sertão virá mar.
Caiçara, faz marisco
uma ostra virá
pra com Cultura podê
um peixe falá!
Canoa, traz marisco
pra ostra virá
e alimento podê
fazê fandango rolá!
Pescador, no marisco
tua rede não rasgá
pra na puxada podê
me alimentá!
Bilo, fez marisco
uma ostra virá
pra no trombone com vara
todo mundo sambá!
Saturnino, faz marisco
uma ostra virá
pra Santos com canais
saudável ficá!
Mulher, faz marisco
uma ostra virá
pra a catira podê
em minha canoa cantá!
Poeta, faz marisco
uma ostra virá
pra com versos podê
meu sonho mostrá!
Livro, faz marisco
uma ostra virá
pra na página podê
meu sonho embalá!
Fandangueiro, faz marisco
uma ostra virá
pra com Arte podê
a vida mostrá!
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