domingo, 23 de setembro de 2018

Gato e Rato.

   Em psicologia social - afeita à política, se diria que há um fenômeno cíclico de desneurotização, na troca de papéis. Sob o olhar externo, aqui meu, de quem esteja vitimisado e quem o algoz.
   O germânico falido com o judeu rico, na primeira pós guerra mundial, teriam nessa ótica, trocado de tais papéis na segunda guerra.
   A História se repeteria aqui no Brasil contemporâneo? Parece-me, sem colocar palavras em boca de outrém, que há um jogo de gato e rato.

rrr.

O Famélico, o Intendente e o Guardião de Tradições.

   Ao esconder a chave da intendência, do famélico, o guardião de tradições à mesa, não oferece alimento de alma. Os dois pisam o chão da sala de jantar sem o sal que aponte o caminho da cozinha.
   Há detenção de estudante em blitz, pego ao portar panfletos no carro. Buscados sem pressa. Pautados em plenária sem previsão de término, aberta ao protesto. Aponta uma melhoria de hospital escola. Por não se alimentar de luz à mesa, o famélico desnutrido pela sombra da Educação Moral e Cívica, é exposto à eclipse pelo guardião das tradições.
   Pede-se o sal ao prato. Sabor levado à boca com tilintar de talheres que ecoe a história. Que o guardanapo sociabilize os lábios do guardião das tradições. Que o brilho do sorriso reflita o almoço servido. Que o escovar de dentes do intendente, do famélico e do guardião aconteça.
   Parece-me.

rrr.

sábado, 22 de setembro de 2018

Tablado sem Coxia - Tradição sem Intendência.

Querer ser guardião das tradições - dos mitos, sem militar na intendência - com pão que alimenta, é ser pisado como um tablado - palco, sem coxia - reflexão protetora de bastidor. Parece-me.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Em Derrocado Morro Há Fortaleza.

Pro porto de Pedra,
eu ainda pequenino
ali onde tomo café
moro em cima desço à pé,
derrocado Morro do Lima.

Enquanto grande conseguido
nutrir a Fortaleza
de Santo Amaro da Barra
Grande, caiar de branco
junto com meu filho.

Enquanto saúde
conseguido levar
à Estação Valongo
o silenciado caminhão
pra perto do museu Pelé.

Senti-me em casa hoje,
maré enchente traz
o gosto da fortaleza,
perto das docas Valongo
onde as pedras me visitam.

rrr.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Na Raça.

Há uma afogada raça inferior, com o retirar de chão por debaixo de seco querer, em projeto.

sábado, 1 de setembro de 2018

Santa Ignorância.

   Ganho um pássaro, silvestre. Supostamente "Saracura do Brejo". Trazido de Itanhaém a Santos. Saiu da caixa e vupt, em garagem fechada, se escondeu. Cercado, retornou à caixa.
   Telefonado, pro horto florestal de Santos. Como combinado foi ali levado. Já livre do papelão, da caixa e do papel exercido, até ali, por presenteador e presenteado, agora "redimidos". Estes presos à "santa" ignorância, e ele "solto" na gaiola. Subiu em cágado.
   Só aí foi visto, de verdade. Lá ficou. Era chamado Saracura do Banhado. Arrelá!